Dois meses depois de perder Gabriel pelo restante da temporada, o Palmeiras se vê de mãos atadas diante da situação física de Arouca. Enquanto o primeiro foi vítima de uma ruptura ligamentar e não atua mais em 2015, o volante sofreu um desprendimento muscular no joelho direito e está fora pelas próximas semanas. Para Fernando Prass, no entanto, o elenco não pode se limitar à disponibilidade de um ou dois atletas.
“A queda coincidiu com a saída do Gabriel, e nós tivemos dificuldade em função da característica do jogador. Até achar um com característica parecida, a gente sofreu um pouco”, ponderou o goleiro. “A gente já viu uma evolução com o Arouca. É claro que a gente gostaria que todo mundo estivesse bem, mas a gente não pode se prender só em um jogador. Temos que encontrar soluções nos jogadores que estão disponíveis, e não lamentar por quem está fora”, alertou.
Como consolo, o Alviverde comemora o bom momento vivido por Thiago Santos, que acrescenta uma opção ao desfalcado meio de campo. “É mais um jogador que entrou e encaixou bem ali. Pelas características dele, de pressionar o homem da bola, se assemelha muito à situação do Gabriel. É importante que o treinador tenha mais opções para montar o time”, destacou Prass.
Apesar do desempenho irregular dentro de campo, evidenciado pela goleada por 5 a 1 sofrida diante da Chapecoense, o goleiro confia que a paralisação de 10 dias entre a última e a próxima partida da Série A podem fortalecer o grupo palmeirense. “Quanto menos jogos, mais difícil fica. Menos tempo é mais pressão, e temos a Copa do Brasil também, que é importantíssima. Com essa parada, dá para fazer uma reta final forte nas duas competições”, exaltou.
Por fim, a preocupação recai sobre a Ponte Preta, adversária nesta 30ª rodada. Prevista para as 21 horas (de Brasília) desta quarta-feira, a partida marcará o início do trabalho de Felipe Moreira como interino após a saída de Doriva, que trocou a Macaca pelo São Paulo. A mudança no comando pode impor novas dificuldades ao Verdão, que tenta não se amparar na vitória por 2 a 0 obtida no primeiro turno.
“É difícil de analisar, a gente não sabe como as coisas vão ficar depois da saída do treinador. Mudou muita coisa desde o primeiro turno, então isso também não é garantia de que a gente vá vencer. A Ponte vem em um momento muito bom e é um jogo perigosíssimo. A nossa necessidade de vitória é maior que a deles, e é justamente por isso que a proposta de jogo deles pode trazer uma partida muito perigosa, em teoria”, concluiu Prass.