A ameaça de quatro torcedores armados depois da derrota por 2 a 1 para o Vila Nova, nessa terça-feira, fez Edno repensar em sua permanência no Canindé. Assim, Muricy Ramalho poderia realizar seu desejo de trabalhar com o jogador. Mas, até o momento, a Portuguesa alega que não recebeu nenhuma proposta do Palmeiras. E crê que o meia-atacante não vai se abalar com o protesto nos vestiários.
“O Palmeiras não falou nada sobre o Edno. Não recebemos nenhuma proposta. É tudo especulação”, garantiu à GE.Net o vice-presidente de futebol do clube rubro-verde, Luís Iaúca, sem descartar a transação. “Ninguém é inegociável. Se vier proposta, podemos vender dependendo do valor”, argumentou.
Uma possibilidade para que um dos destaques da Portuguesa na Série B do Brasileiro siga para o Palestra Itália seria uma troca de jogadores, além do pagamento de alguma valor. Um dos atletas que interessam à Lusa é o goleiro Deola, mas o segunda reserva do elenco de Muricy não foi liberado.
“Liguei para o Jorginho (auxiliar-técnico do Palmeiras) para pedir um goleiro e ele falou com o (gerente de futebol Toninho) Cecílio. Mas ficou difícil o empréstimo do Deola, mesmo ele sendo o terceiro goleiro, porque o Marcos é uma bomba-relógio”, contou Iaúca, lembrando que o titular do Verdão pode se machucar a qualquer momento.
Para tirar Edno do Canindé, os rubro-verdes cobram alto, algo em torno de R$ 14 milhões – Diego Souza, principal investimento da Traffic, custou R$ 10 milhões. Por isso, existe a certeza de que o episódio ocorrido nessa terça-feira não terá influência na sequência do meia-atacante na equipe.
“O Corinthians também quer o Edno, o São Paulo, o Grêmio. Jogador é assim mesmo, mas ele não vai sair por causa de ontem. Se fosse assim, o Sócrates e o Casagrande não teriam ficado no Corinthians. Torcida é assim mesmo”, apontou o vice-presidente da Lusa, lembrando de protestos alvinegros na década de 80.