O Internacional fez sua parte e está na final. O adversário do time brasileiro será conhecido nesta quinta-feira, a partir das 8h20 (horário de Brasília), quando Barcelona e América do México se enfrentarão no estádio Internacional de Yokohama, palco da final da Copa do Mundo de 2002, conquistada pelo Brasil.
Inspirado pelo palco onde se sagrou pentacampeão, Ronaldinho Gaúcho, principal craque do Barça, espera levar a equipe catalã a uma vitória que lhe permitirá sonhar com a inédita conquista. Mas com todo o respeito do mundo aos mexicanos. “É a primeira vez desde que cheguei ao Barcelona que minha equipe não entra como favorita em uma competição. Chegamos depois e não estamos adaptados ao fuso-horário. Será uma partida aberta, mas não somos favoritos. Os dois times têm grandes jogadores”, analisou.
O discurso do craque brasileiro foi encampado pelo técnico do Barça, o holandês Frank Rijkaard. Assim como o dez de sua equipe, o treinador citou o fuso-horário como possível culpado por um fracasso diante dos mexicanos. “Nossa desvantagem é haver chegado mais tarde que o América, por isso ele se adaptou melhor ao fuso horário. Será uma partida complicada e, embora não por muito, eles chegam como favoritos”, avaliou o treinador, que não terá o argentino Messi e o camaronês Eto’o, que sequer viajaram para o Japão.
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A única dúvida do treinador para a estréia está no setor de meio-campo. Poupado do último treino por problemas gástricos, o experiente Edmílson pode ceder seu lugar para outro brasileiro, Thiago Mota.
Um dos dois terá a companhia de Deco, craque da seleção portuguesa, mas que também nasceu no Brasil. Destoando do discurso do treinador e de Ronaldinho, o ex-jogador do Porto não se incomodou com o rótulo de favorito e avisou que almeja o título para vingar a derrota catalã na final do Mundial de Clubes disputado em 1992, diante do São Paulo.
“Lembro-me da final do São Paulo contra o Barcelona em que o Raí esteve em campo e o clube perdeu. Estamos habituados a ser os favoritos e agora é a hora de pagar essa dívida aos torcedores”, avisou. “Esse é um título que eu não tenho e o Barcelona também não. A equipe está motivada, pois, se ganhar, os jogadores entrarão para a história do clube”, concluiu.
Indiferente ao poderio do Barcelona, o técnico do América, Luis Fernando Tena, acredita que sua equipe tenha potencial para surpreender os espanhóis e deixar Yokohama com a vaga para encarar o Inter na final.
“Temos que atacar, não podemos ficar apenas nos defendendo. O que mais precisaremos diante do Barcelona é sorte, pois eles têm os melhores jogadores do mundo. Precisaremos nos concentrar bem mais do que o Barcelona e aproveitar as chances que cruzarem o nosso caminho”, avisou, ainda lamentando o grande número de gols perdidos contra o Jeonbuk na estréia.
O atacante argentino Cláudio López, que teve diversas oportunidades de enfrentar o Barcelona na época em que defendeu o Valencia, também espera ansioso pela chance de derrotar a equipe catalã. “Vamos recordar os velhos tempos”, disse. “Será lindo, pois o América chegou a essa fase da competição e tem que aproveitar. Só não sei se poderei repetir aquelas atuações; muito tempo já se passou e agora eles são a melhor equipe da Europa. Mas vamos dar o nosso melhor”, declarou, enfatizando a disposição da equipe mexicana.
Em quatro anos defendendo o Valencia (de 1996 a 2000), o atacante argentino enfrentou o Barcelona em 15 oportunidades e conquistou a fama de carrasco do rival marcando 12 gols.