A intenção era ganhar um dinheiro e aliviar o ambiente no Inter. Até agora a direção não conseguiu fazer isso com Alecsandro. O centroavante não agrada o torcedor, sendo vaiado com constância, gerando tensão nos jogos no Beira-Rio, não importando os seus mais de 50 gols com a camisa colorada. Apesar da intenção de negociá-lo, o jogador deve seguir por mais algum tempo no clube gaúcho.
O problema está no modo com que os dirigentes querem que Alecsandro vá respirar novos ares. Somente a venda do atleta seduz os homens do futebol. Nada de empréstimo. É tudo ou nada. Essas são as regras impostas.
“Tentei no fim da semana passada ver se havia a possibilidade de empréstimo por uma temporada. Eu achava que era bom para o atleta. A direção negou qualquer possibilidade e empréstimo. O atleta vai permanecer no Inter”, explicou o empresário do atacante, Oldegar Filho, à Rádio Bandeirantes.
Outro complicador para uma possível transferência é o valor fixado pelos colorados. De acordo com Filho, o Inter quer receber em torno de dois 2 milhões de euros (cerca de R$ 4,5 milhões) para fechar negócio.
O agente revelou ter recebido três propostas vindas da Arábia Saudita e uma do Catar, todas querendo contar com os gols de Alecsandro por empréstimo. Nada feito.
No começo do ano, o presidente do Inter, Giovani Luigi, disse haver um interesse grande em torno do centroavante, chegando a existir o interesse de sete clubes, quatro deles do Brasil.
A situação atual não empolga Oldegar Filho. “Não há nenhuma informação que tenha chegado a nós. Não chegou nada de proposta, mas o futebol é muito dinâmico. Tem muita coisa para acontecer ainda”, ponderou.
Ainda é possível que uma negociação ocorra dentro de algum tempo. O jogador iniciou 2011 como reserva de Leandro Damião. Porém, Cavenaghi, recém contratado, ficará com a vaga no comando do ataque. Colocando Alecsandro, cujo salário é elevado, a ser a terceira opção para a posição.