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Futebol

Sem falar com Love, Belluzzo relembra de Chulapa com Muricy

Arquivo Geral

17/08/2009 0h00

Enquanto os jogadores que não foram titulares no empate com o Botafogo faziam movimentações no campo, Luiz Gonzaga Belluzzo esteve sentado ao lado de Muricy Ramalho em um dos bancos da Academia. Ao lado do gerente de futebol Toninho Cecílio, ambos davam risadas. Mas não por uma proximidade de Vágner Love.


De acordo com o presidente do Palmeiras, não houve contato com o jogador, que se comprometeu a negociar pessoalmente com o CSKA para ser liberado por empréstimo por um ano – sem custos, nas pretensões alviverdes. O motivo das gargalhadas era um ex-centroavante que fez o mandatário sofrer há três décadas: Serginho Chulapa, companheiro de Muricy no São Paulo.


“Estávamos lembrando do Serginho Chulapa. Ele errou uma cabeçada e fez um gol de ombro contra a gente aos 13 minutos da prorrogação na semifinal do Paulista de 78. Precisávamos do empate só e depois o Santos foi campeão. Rimos daquele gol de orelha”, contou Belluzzo, lembrando que Muricy, então meia do Tricolor, não jogou aquele clássico porque estava machucado.


Na conversa, a camisa 9 era o assunto. Em relação a Love, um novo contato só deve ocorrer nesta terça-feira, já que o problema no fuso horário torna as conversas mais difíceis quando está à noite no Brasil. “Não colocamos prazo, mas não queremos que isso se alongue muito”, apontou o presidente.


De qualquer forma, o economista revelou que até quarta-feira o patrocínio para estampar a marca da Unimed no calção deve ser anunciado. Além disso, foram liberados atletas pouco utilizados, como o lateral direito Fabinho Capixaba e o atacante Max, e a demissão da comissão técnica de Wanderley Luxemburgo deixa as finanças mais equilibradas.


Com estes avanços, é possível negociar melhor com Vágner Love. Apesar de o dirigente palmeirense se isentar de comentários em relação às declarações de Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, de que o jogador teria pedido R$ 420 mil mensais. “Não sei como foi a conversa dele com o Corinthians”, limitou-se a dizer, sem estimar o salário que daria para o artilheiro da Série B do Brasileiro de 2003.


Enquanto o caso Love não se resolve, fica a esperança por um bom desempenho de Robert, que estreou no sábado depois de seis anos atuando no futebol do exterior. “Ele é um jogador com currículo de gols. E estava conversando com Muricy que precisamos de um fazedor de gols”, apontou Belluzzo, sem se importar com a atuação apagada do recém-contratado. “Não se pode querer que o Robert já chegue fazendo gols. O futebol brasileiro é diferente”, advogou.

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