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Futebol

Sem entrosamento, Timão se salva com "chuveirinhos"

Arquivo Geral

17/03/2007 0h00

Em meio à campanha inconstante e à falta de seqüência que impede o entrosamento do time, o Corinthians vem recorrendo nos últimos jogos a um artifício bastante conhecido no futebol: o “chuveirinho”. Apontado como um recurso pouco apreciado por não primar pelo toque de bola e nem exigir muita qualidade técnica, o cruzamento na área está contribuindo para ajudar a tirar o Timão da má fase que atravessa na temporada.

Nos cinco últimos jogos, a equipe de Emerson Leão marcou oito gols, sendo que apenas um deles não foi marcado após lance de bola alçada na área. O tento em questão foi o de Amoroso, o primeiro contra o Bragantino, que saiu quando o atacante cobrou falta e viu a bola passar por todo mundo, morrendo nas redes.

Porém, a última vez em que o Corinthians marcou realmente um gol originado no toque de bola aconteceu há muito tempo, no empate diante do Rio Branco, quando Nilmar mostrou seu talento ao fazer fila na defesa e servir para Arce, que livre concluiu para as redes.

De lá para cá, além de ter apostado no “chuveirinho”, o Timão também viu seus atacantes entrarem em uma má fase, com apenas Amoroso marcando gol nas cinco partidas que se seguiram, justamente o primeiro em Bragança Paulista.

A propósito, no jogo seguinte ao Rio Branco, contra o Pirambu, os volantes garantiram a vitória aproveitando jogadas de bolas aéreas. Nos 3 a 0, Magrão abriu o placar ao arrematar com a perna direita um cruzamento e também ampliou a vantagem ao desviar de cabeça cobrança de falta de Eduardo Ratinho. Quem completou o placar? A resposta é Marcelo Mattos, de cabeça.

Depois de passar em branco na derrota contra o Palmeiras, o Corinthians iniciou a seqüência de três partidas sem derrotas contra o Marília, quando o técnico Emerson Leão reduziu a armação das jogadas apenas aos pés de Willian, e Gustavo anotou de cabeça o tento do empate por 1 x 1.

Já sem contar com Nilmar, que lesionou o joelho no clássico contra o arqui-rival, o “chuveirinho” foi arma importante também diante de Bragantino e Treze. O esquema 3-5-2 foi mantido, com Roger de volta aos titulares no lugar de Willian, e as jogadas aéreas seguiram salvando o Timão.

Diante do Braga, depois do gol de Amoroso, quem assegurou a vitória por 2 x 1 foi o tento de cabeça de Marcus Vinícius depois de cobrança de escanteio. Já na classificação na Copa do Brasil, diante do Treze, os volantes voltaram a dar o tom no sistema ofensivo. Em novos cruzamentos, Magrão marcou o primeiro de cabeça, e Marcelo Mattos anotou o segundo completando com a perna direita.

O artifício da bola aérea vem sendo utilizado justamente no momento em que Emerson Leão encontra dificuldades para entrosar o time. Depois de 16 compromissos na temporada, o comandante ainda não conseguiu repetir a mesma escalação em dois jogos seguidos.

“Em esporte coletivo é muito importante a repetição, mas em todo jogo tenho de fazer ao menos três ou quatro mudanças”, repete com freqüência o treinador, que sempre enfrenta problemas de contusões e suspensões. Contra o Noroeste, neste domingo, os desfalques são Roger e Arce, vetados pelos médicos, além do zagueiro Betão, que terá de cumprir suspensão automática.

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