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Futebol

Sem divisão, sobram dúvidas sobre futuro do brasiliense

Arquivo Geral

08/11/2014 11h15

Não estar garantido em competição nacional na temporada que vem é um problema a ser resolvido pelo Brasiliense. Para voltar ao cenário, a única alternativa é vencer o Campeonato Candango e se contentar com o retorno à Série D.

A notícia boa é que para isso existe solução. A ruim é que o time sofre a maior turbulência dos seus 14 anos de vida. Com Luiz Estevão preso – o mandatário do clube cumpre pena de três anos e meio por falsificar atas para acobertar desvios em obra do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo –, o Jacaré nem sequer sabe em que condições estará daqui a 15 dias.

No dia primeiro, algo raro ocorreu no clube. Sem aviso prévio, o quadro de funcionários foi todo mandado embora. “Esses caras têm que achar um culpado. Trabalhamos, fizemos o nosso melhor, mas é assim que funciona”, desabafou o roupeiro Elieser. “Foi uma surpresa para todo mundo. O Brasiliense não dá valor para a gente. Se fosse eu ou o Luizão (roupeiro) que tivesse errado o pênalti, tudo bem…”, emendou o massagista Tatu, que viajou para Rondônia após a demissão. 

Além deles, o preparador de goleiros Willian Stein, o auxiliar de preparação física Arthur Maykon, o fisiologista Aparecido Pimentel Ferreira e o massagista Cocada deixaram o clube. A comissão técnica havia sido demitida dois dias após a eliminação na Série D ,com derrota para o Brasil de Pelotas (RS).

Uma década

Há nove anos e 10 meses prestando serviços ao Jacaré, o massagista Luizão pegou a mesma porta de saída. Muito identificado com o Brasiliense, ele recebeu apoio de jogadores, que não entendiam a demissão. “Eles vieram me abraçar chorando, mas eu disse para eles: ‘Não chorem. Os demitidos foram os cachorros. Vocês ficam’”, disse.

Aos 54 anos, Luizão tenta arrumar um novo emprego. De preferência, longe do futebol. “Já tive muita decepção. Somos apenas funcionários e o patrão acha que somos culpados. É vida que segue. O Brasiliense é página virada.” 

 

 

 

 

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