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Futebol

Sem definição de futuro, Maradona completa 50 anos

Arquivo Geral

30/10/2010 17h57

Um dos personagens mais geniais – e mais polêmicos – do futebol mundial completa, neste sábado, 30 de outubro de 2010, 50 anos de vida. Como não podia deixar de ser, Diego Armando Maradona chega a meio século de vida sem ter uma definição de qual será o seu futuro.

 

O segundo maior jogador de futebol de todos os tempos deixou o comando técnico da seleção argentina depois da última Copa do Mundo, quando foi um dos grandes personagens do Mundial. Mesmo tendo levado os argentinos às quartas de final e ter chegado em seu país como heroi, Maradona deixou o cargo brigado com os dirigentes da Associação de Futebol da Argentina e ultimamente só tem lamentado sua indefinição.

 

Maradona já declarou diversas vezes que gostaria de retomar a posição de técnico da albiceleste. No momento, Sergio Batista está comandando a seleção, mas apenas interinamente.

 

Neste sábado, El Pibe de Oro afirmou que não tem nada para festejar no dia em que completa 50 anos. “É o aniversário mais triste da minha vida, eu não quero festejar. A Dalma (filha) e a Vero (namorada) insistiram, mas não me convenceram. Tenho algo dentro do peito que não me deixa comemorar”, disse, ao jornal argentino Olé.

 

“Eu me imaginava com o blusão da seleção. Ter ficado sem chances me doeu muito. Quando ficamos fora da Copa, eu conheci meu luto íntimo. Depois começam a dizer um monte de coisas, quando não tirei férias por um ano e meio, quando fui ver os jogadores pelo mundo, quando paguei do meu bolso as viagens da Verônica e de alguns assistentes. Eu lutei muito pelos jogadores”, lembrou o ídolo.

 

Mesmo que não volte a comandar equipes de alto escalão do futebol, o que sempre ficará marcado sobre Maradona foi sua genialidade dentro das quatro linhas. Com certeza os problemas com as drogas também não serão esquecidos, já que o jogador largou o futebol por causa disto. Entretanto, nenhuma atitude irá apagar os momentos de brilho de D10s em campo, como seus gols históricos (como os dois diante da Inglaterra na Copa do Mundo de 1986, nas quartas de final). Naquele Mundial, inclusive, Maradona foi considerado o grande nome do torneio, sendo considerado, ao lado de Garrincha, em 62, o único atleta a vencer uma Copa “sozinho”.

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