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Futebol

Seleção brasileira já não seduz mais Fábio Costa

Arquivo Geral

14/03/2007 0h00

Jogar na seleção brasileira não serve como motivação para Fábio Costa no Santos. Aos 29 anos, o goleiro ficaria satisfeito se fosse convocado pelo técnico Dunga, mas já não sonha mais como um novato.

“Prefiro não falar sobre a seleção. Meu foco está no Santos”, priorizou Fábio Costa. “O dia que o treinador achar por bem me convocar, ótimo, vou ficar muito feliz. Mas penso no Santos primeiro”, acrescentou.

Apesar das declarações, o goleiro do Peixe garante que não se negaria a defender a seleção brasileira. Apenas não se empolga com a possibilidade. “Todo jogador que está em um bom momento pensa em seleção. Mas comigo, o caso é que não me seduz muito mais, não é aquela coisa psicótica”, explicou.

Fábio Costa teve boas passagens pelas categorias de base do Brasil, conquistando, inclusive, o Pré-Olímpico de 2000 com o técnico Wanderley Luxemburgo. De comportamento explosivo no início da carreira, o goleiro acabou não recebendo tantas oportunidades como profissional. Seria ele um injustiçado?

“Essa não é a palavra certa. As convocações são opções do treinador. Da mesma forma que o Wanderley prefere que eu jogue no Santos, o Felipão confiava no Marcos e o Parreira no Dida. Cabe ao treinador que está lá no momento convocar quem ele acha adequado. A minha vida segue”, conformou-se.

O fato é que, se fosse Luxemburgo o técnico da seleção brasileira, as chances de Fábio Costa voltar a ser convocado cresceriam bastante. “Essas coisas pertencem ao técnico, mas, às vezes, o jogador começa a ir tão bem, que não tem como não chamar”, sorriu o treinador do Santos, no dia em que o Peixe empatou com o São Paulo por 1 x 1.

Mas Wanderley Luxemburgo prefere a ética de não questionar as escolhas de Dunga. “O Fábio Costa está muito bem, mas temos outros grandes goleiros no Brasil. Isso é uma questão para o Dunga. O Fábio está leve, solto e feliz. O importante é isso”, concluiu.

Que Fábio Costa está satisfeito no Santos, é indiscutível. O goleiro gostou de ouvir o seu nome gritado na Vila Belmiro, domingo, após defender dois chutes seguidos e à queima-roupa do são-paulino Hugo. “É uma coisa que raras vezes acontece nos estádios. Não posso fazer como o Rogério Ceni e definir uma partida com os pés, mas tenho que tentar fazer minha parte lá atrás”, comentou.

Se ainda não tem o reconhecimento do técnico da seleção brasileira, Fábio Costa se deixa seduzir com o prestígio de outros. “Quando termina um jogo e você vai bem, é gostoso chegar em casa e receber os parabéns da família. Fora o reconhecimento da mídia e da torcida”, encerrou o camisa um do Santos.

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