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Futebol

Seleção alia "Juventude talentosa" à bagagem de Kaká em amistosos

Arquivo Geral

28/09/2012 10h38

Na semana seguinte à decisão do Superclássico das Américas, a Seleção Brasileira terá dois amistosos para mostrar sua força, contra Iraque e Japão. O meio-campista Kaká foi a surpresa reservada pelo técnico Mano Menezes e confirmada na tarde desta quinta-feira, quando os outros 22 jogadores que terão oportunidades em outubro foram anunciados, como Leandro Castán e Giuliano.

Apesar das novidades, a expectativa está mesmo em torno de Kaká, nome que já carrega a disputa das Copas do Mundo de 2002, 2006 e 2010 e surge como fonte de experiência no setor ofensivo que costuma contar com Oscar, Neymar e Leandro Damião fixos. A outra vaga tem sido disputada por Hulk e Lucas, mas ambos devem perder espaço com o retorno de Kaká, que disputou sua última partida pelo time canarinho justamente contra a Holanda, na África do Sul.

Um dos testes que Mano Menezes pretende fazer em pelo menos um amistoso é com Kaká ao lado de Oscar no meio-campo. A ideia é aliar a juventude talentosa do País à experiência de referências como o jogador do Real Madrid: “Ele vem treinando em posição mais adiantada, e não é a função que o Oscar vem fazendo na Seleção Brasileira. Vamos ver os dois juntos como se saem, será testado ou contra o Iraque ou contra o Japão”.

“Quando sentirmos que temos peças suficientes para equilibrar essa juventude talentosa que apareceu com o talento dos mais experientes, isso vai dar constância ao time, sem perder a força. Aí eu vou estar satisfeito”, comentou Mano Menezes, ainda em processo de montagem da equipe para a disputa da Copa do Mundo de 2014.

Na visão do treinador brasileiro, a experiência de jogadores como Kaká agregará à Seleção Brasileira no sentido de fazer com que os jogadores mais novos sintam a influência de um líder positivo. “Eles terão muito mais experiência nesses dois anos que se seguem para a Copa do Mundo. É bom ver o que aconteceu com o Oscar no Chelsea, com o Neymar, que conquistou outro título (Recopa Sul-americana, pelo Santos), porque isso acrescenta na trajetória e os transforma em jogadores mais preparados. Ter referências ao lado de jogadores que já passaram por isso vai representar o ideal que precisamos ter”, finalizou o comandante.

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