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Futebol

Segura que é só caindo!

Arquivo Geral

07/06/2013 9h00

País do Futebol. Com esta alcunha, o Brasil ganhou o mundo do esporte bretão. Não foi por acaso. Afinal, foram cinco títulos mundiais conquistados em 19 Copas do Mundo disputadas até hoje. Mas é como diz o ditado: “O mundo dá voltas”. E como deu voltas. Na verdade, não chega a ser um looping – giro de 360º sobre os trilhos -, é uma montanha russa de emoções que ronda a seleção brasileira.

 

Mesmo sendo o maior vencedor da história, o escrete canarinho pena para obter bons resultados nos últimos anos. Nos últimos 12 meses, o Brasil deixou a 5ª colocação no ranking mensal da Fifa para despencar para o 22º lugar –  o pior da seleção desde que a lista foi criada, em 1993.

 

Cálculo complicado

A pontuação do ranking da Fifa é definida com base em uma fórmula matemática complexa, de acordo com o desempenho da equipe nacional nos cinco anos anteriores. Há pesos distintos para cada temporada, além de variações na pontuação conforme a posição do adversário na lista. Outro ponto computado é a importância da partida: amistosos, jogos de Eliminatórias para a Copa do Mundo, torneios continentais e o próprio Mundial.

 

Para saber mais sobre como é feita a conta, acesse o site: fifa.com/worldranking.

 

Jejum prejudica

A queda vertiginosa no ranking se deve por algumas razões. Não disputar as Eliminatórias, por ser o país-sede da Copa de 2014, é uma delas. Mas não a principal. E é também a mais usada para acobertar a pífia colocação. Entretanto, há uma outra razão bem conhecida: não bater rivais de prestígio.

 

Até 2009, o Brasil era praticamente imbatível contra as grandes seleções – acumulou seis triunfos seguidos entre novembro de 2008 e novembro do ano seguinte: Portugal, Itália (duas vezes), Uruguai, Argentina e Inglaterra. A partir daí, no entanto, só tristezas.

 

A prova de que o desempenho no ranking ficou prejudicado por conta disso está no último amistoso. No domingo, o empate por 2 x 2 com a Inglaterra rendeu ao País 193 pontos. Se fizesse o mesmo nos fracassos desde 2010 contra rivais de alto calibre, ocuparia posição bem mais nobre na listagem.

 

Bons resultados, começando neste fim de semana, diante da França, em Porto Alegre, são fundamentais para que o viés de queda tenha fim.

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