A aguardada presença de Clarence Seedorf com a camisa do Botafogo será concretizada oficialmente neste domingo (22), no jogo contra o Grêmio pelo Campeonato Brasileiro. O holandês entra no gramado do estádio Engenhão para reviver – ou até superar – o sucesso plantado nos últimos anos pelo meio-campista Petkovic na capital carioca.
Alguns fatores tendem a ajudar Seedorf na adaptação. O Rio de Janeiro não é um local estranho ao atleta, que é casado com uma brasileira (carioca) e fala português de forma fluente. Ainda por cima, a genética contribui: o meia carrega a nacionalidade e os costumes da Holanda, contudo nasceu na América do Sul, em Paramaribo, no Suriname.
“Eu não conheço tanto o Seedorf, mas todos sabem que se trata de um grande profissional. A gente espera que ele jogue bem aqui no Brasil, torcemos pelo mesmo sucesso para o Forlán, que está chegando ao Internacional”, afirma o vascaíno Juninho Pernambucano, que será rival de Seedorf no Rio de Janeiro.
O currículo de Seedorf é inquestionável. Revelado no Ajax e com uma rápida passagem pela Sampdoria (Itália), o atleta formou uma sequência extraordinária nas maiores agremiações da Europa: ganhou a Liga dos Campeões por Real Madrid (Espanha), Internazionale (Itália) e Milan (Itália).
No entanto, a comparação com Petkovic será desigual ao novo visitante do Rio de Janeiro. O sérvio chegou ao Brasil em 1997 e defendeu sete clubes diferentes, com seis títulos acumulados nas passagens por Vitória, Flamengo e Vasco. Em seu site oficial, o ex-meia carrega, inclusive, a marca de “O Gringo mais querido do Brasil”, além de citar três grandes virtudes: profissionalismo, técnica e persistência. Pet aproveita a imagem positiva junto aos brasileiros para lucrar neste momento com eventos – já acertou uma exibição do tenista e compatriota Novak Djokovic na capital carioca.
A maior dúvida em relação à produção de Seedorf fica com a questão física. Aos 36 anos, o holandês busca a adaptação no futebol em que a correria virou uma característica marcante. A resposta em relação à idade vem do próprio Juninho Pernambucano. Aos 37 anos, o meio-campista brilhou por quase uma década na Europa e aceitou o desafio de jogar novamente no Vasco desde o ano passado. “Se jogadores continuam em atividade depois de certa idade, isso se deve ao sacrifício de toda uma carreira”, define o atleta, destaque da última vitória de sua equipe contra o São Paulo, no Morumbi.