Ultimamente, quando a situação aperta no fim do jogo, é possível encontrar um ser estranho na área a fim de resolver a situação. Assim fizeram Lauro, da Portuguesa, na semana passada contra o Flamengo, e Filipe, goleiro do Águia Negra (MS) no último domingo, diante do Brasília, pela Série D. Os goleiros foram felizes nas duas conclusões e empataram seus respectivos jogos.
“Naquele momento pode até ser um desespero no intuito de ajudar, mas não fui pra área fazer média com a torcida ou aparecer”, disse o goleiro em entrevista por telefone ao Jornal de Brasília.
Filipe foi ao ataque e conseguiu marcar depois de bate-rebate na área colorada no final do jogo. “O Giba (atacante do Brasília) veio me marcar com um sorriso meio de gozação perguntando se agora eu era o Lauro”, brinca o arqueiro.
Depois do primeiro gol como profissional, Filipe já pensa em imitar Rogério Ceni. “Acredito que, em faltas, seja mais complicado, mas pênaltis é uma coisa a se pensar. Antes, quero fazer meu papel”, comentou o goleiro antes de revelar seu ídolo na profissão. “Ivan, do Joinvile. Um excepcional goleiro que me ensinou muito”, elogia.
MEMÓRIA – Goleiro, artilheiro e vice-versa
Muitos se lembram daquele goleiro baixinho da seleção do México da Copa do Mundo de 1994 que sempre usava umas roupas para lá de coloridas. Trata-se de Jorge Campos, um dos grandes nomes do futebol mexicano. O que muitos por aqui não sabem é que o goleiro, na verdade, iniciou sua carreira longe do gol. Durante dois anos, Campos atuou pelo Pumas como atacante, marcando 14 gols em sua temporada de estreia. Sua vocação e a saída do goleiro titular da equipe, no entanto, fizeram com que Jorge vestisse as luvas, Os gols, porém, continuaram por conta do revezamentos de posição. O folclórico arqueiro se aposentou com 40 gols marcados, segundo a Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol.