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Futebol

Scolari sofre com problemas do Verdão: "O bicho é feio"

Arquivo Geral

21/07/2010 20h08

A derrota por 4 a 2 para o Avaí deu a Luiz Felipe Scolari a real noção do atual nível do Palmeiras. O técnico está ciente de que o trabalho será árduo para levar o clube de volta às principais colocações do futebol nacional. Até por isso, insiste em pedir calma aos torcedores nestes primeiros dias no Palestra Itália. Nesta quarta-feira, ele reconheceu que a condição do time o surpreendeu negativamente.

“Está mais difícil do que eu achava, o bicho é feio, mas no ambiente em que vivemos e a forma que pretendemos fazer, tudo isso faz com que a gente possa encaminhar uma situação agradável para o futuro”, projetou o comandante, após o treino desta quarta-feira na Academia de Futebol.

Para tentar ajudar o Palmeiras a solucionar seus problemas, Felipão percebeu a necessidade de realizar hora extra. Mesmo quando o treino é no período da tarde, acorda às 7h30 e segue para a Academia de Futebol. Em frente a uma televisão, realiza o processo de observação de vídeos na busca por reforços.

“É difícil, eu sofro com toda essa situação”, revelou o treinador, que resolveu dar atenção total ao trabalho até por conta de sua distância da família, que permanece fora do país. “Estou ansioso para acertar e dar tranquilidade à torcida e aos jogadores”, emendou.

Na passagem anterior pelo Palmeiras, Luiz Felipe Scolari ficou conhecido por seu jeito enérgico de dirigir o Palmeiras. O treinador tinha disposição inclusive para trocar tapas em campo. Agora, praticamente uma década depois dos anos dourados no Palestra Itália, é obrigado a apresentar um novo jeito de comandar.

“Eu não mudei. Quer dizer, posso ter mudado para melhor ou para pior. Mas eu comecei um trabalho, vejo os meninos, vejo os mais velhos e ainda tenho dificuldades. Tenho falta de jogadores em determinadas posições, falta de um atleta de pé esquerdo. São algumas coisas que não adianta entrar e brigar. Precisa ter calma, tentar mostrar a todos como organiza um time”, explicou.

Pelas palavras de Felipão, até o fim de 2010, dificilmente a torcida vai observar um Palmeiras muito diferente dos meses anteriores. “Se tiver necessidade, estou disposto a improvisar os meninos da base até o fim do ano para depois arrumar a equipe”, confirmou o técnico.

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