Para ainda pensar em terminar a primeira fase da Libertadores como líder de seu grupo, o São Paulo não pode obter outro resultado que não a vitória sobre o Arsenal de Sarandí, da Argentina, nesta quinta-feira (14), fora de casa. Após o tropeço no Pacaembu, quando apesar da superioridade técnica o Tricolor Paulista apenas empatou em 1 a 1, ninguém no clube cogita repetir uma igualdade no placar.
A equipe brasileira está um ponto à frente do terceiro colocado, The Strongest e a oito do líder Atlético-MG. A diferença para o Arsenal, lanterna da chave, é de três pontos. Os argentinos conquistaram seu primeiro ponto justamente diante do São Paulo e agora podem igualar a pontuação se saírem vitoriosos neste reencontro, marcado para 21h30 (de Brasília) desta quinta-feira. Apesar de improvável, a 1ª colocação do grupo 4 da Libertadores seria possível com três vitórias do Tricolor nos jogos restantes e tropeços do Galo mineiro.
“É fundamental vencer. O time vem conseguindo isso no Paulista, mas não na Libertadores. Tecnicamente, às vezes a gente não tem conseguido desenvolver as coisas que temos na cabeça”, opinou o goleiro e capitão Rogério Ceni, antes de analisar o adversário.
“É um time que joga (sempre) da mesma maneira, com duas linhas de quatro. Um time muito competitivo, aguerrido, e acho que o jogo vai ser parecido com o do Pacaembu. Mas espero que o resultado seja melhor”, completou o camisa 1, referindo-se ao inesperado 1 a 1 da semana passada.
Para conseguir um resultado melhor, o São Paulo deve superar importantes baixas. Wellington e Luis Fabiano, suspensos por cartões amarelo e vermelho, respectivamente, sequer viajaram à Argentina. O substituto do volante foi definido em treino fechado e ainda não foi revelado pelo técnico Ney Franco. Mas a reposição do centroavante é sabida: Aloísio sairá da ponta direita para voltar à sua posição de origem como centroavante.
“É bem diferente. Como segundo atacante, eu acompanho o lateral. O centroavante fica mais nos dois zagueiros ou volta para um pouco no volante. Como centroavante, estou mais perto do gol. Espero fazer gols, como fiz também no Figueirense”, comparou Aloísio.
Do lado argentino, a pressão é ainda maior, já que os comandados de Gustavo Alfaro só tem um ponto. “Não cabe outro resultado que não seja a vitória. Sabemos a importância que tem a partida”, reconheceu o lateral direito Danilo Gerlo, ao cobrar dedicação extrema no duelo decisivo.
“Temos que jogar uma partida intensa, com alto nível de concentração, com pressão alta. Não podemos atacar como loucos, mas temos que jogar 90 minutos intensamente”, receitou o argentino, que foi titular no primeiro confronto.
FICHA TÉCNICA
ARSENAL-ARG X SÃO PAULO
Local: Estádio Julio Grondona, em Sarandí (Argentina)
Data: 14 de março de 2013, quinta-feira
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Omar Ponce (EQU)
Assistentes: Luis Alvarado (EQU) e Byron Romero (EQU)
ARSENAL: Campestrini; Gerlo, Cuesta, Braghieri, Cuesta e Pérez; López, Marcone, Lugüercio e Carbonero; Rolle e Furch
Técnico: Gustavo Alfaro
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Rodrigo Caio, Lúcio, Rafael Toloi e Cortez; Fabrício, Denilson e Jadson; Douglas, Osvaldo e Aloísio
Técnico: Ney Franco