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Futebol

São Paulo quer manter liderança e pode afundar o rival Palmeiras

Arquivo Geral

24/09/2006 0h00

Há uma semana, o São Paulo vivia um princípio de crise e o Palmeiras estava em ascensão. Bastaram somente dois jogos para os papéis se inverterem. Por isso, depois de vencer Internacional e São Caetano, o líder Tricolor entra com a condição favorito neste domingo, às 16 horas, no estádio Eduardo José Farah, em Presidente Prudente, para enfrentar o Verdão, que está pressionado, cheio de turbulências e sem Tite, que pediu demissão após a derrota para o Santa Cruz, ainda no aeroporto de Recife, na sexta-feira.

Embora tenha quatro pontos de folga na ponta do Campeonato Brasileiro, o São Paulo fica em alerta com a ótima fase de seu principal concorrente ao título, o Grêmio. Desta forma, um resultado positivo no interior é considerado fundamental na busca do título.

“Sabemos que uma igualdade em clássico é normal. Respeitamos o Palmeiras, mas a equipe que pensa em ser campeã não deve pensar em empate de jeito nenhum”, explicou o atacante Thiago, que deve ser mantido entre os titulares do Tricolor.

Em 2006, o São Paulo manteve a superioridade de anos anteriores em relação ao Palmeiras. Venceu três vezes (4 a 2 no Paulista, 4 a 1 no Brasileiro e 2 a 1 na Libertadores) e somente um empate (1 a 1 na Libertadores). A primeira vitória, inclusive, detonou uma crise no Parque Antártica que culminou com a demissão de Emerson Leão alguns jogos depois. Porém, o Tricolor evita falar na vantagem do retrospecto.

”Esse ano perdemos apenas um clássico para o Santos, com o time reserva. Mas são tantos jogos que disputamos, então nem pensamos no que aconteceu atrás”, minimizou o técnico Muricy Ramalho, sempre exigente com seus atletas.

Para o jogo em Presidente Prudente, o São Paulo terá a ausência do zagueiro Fabão, suspenso. Contundidos, o lateral Reasco e o atacante Aloísio também ficam fora. As novidades são as voltas dos zagueiros Edcarlos e Alex Silva e do lateral-esquerdo Júnior.
Mesmo assim, Muricy Ramalho já deixou um recado: em nenhuma hipótese irá divulgar a escalação na véspera do clássico, até para dificultar ainda mais a vida do rival de Parque Antártica. “Infelizmente não poderei a ajudar a vocês (jornalistas)”, brincou o comandante são-paulino.

Pelo lado palmeirense, o ambiente fervilhante que colocou fim à Era Tite no Parque Antártica promete ficar ainda pior em caso de nova derrota. Criticado publicamente pelo diretor Salvador Hugo Palaia, o treinador pediu demissão ainda em Recife e teve que deixar o Aeroporto de Cumbica na noite de sexta-feira em um carro da polícia para não ser agredido pelos enfurecidos torcedores.

Marcelo Vilar, novamente no cargo de interino, não poderá contar com o atacante Edmundo, que deixou o jogo contra o Santa Cruz ainda no primeiro tempo com tontura e dores no ombro, e Daniel, com problemas musculares. No lugar do Animal, Rosembrick é o favorito para atuar e, na zaga, Dininho, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, fica de fora, mas Nen e Alceu, livres de punição, têm retorno garantido. Francis, recuperado de lesão muscular, pode reaparecer no meio-campo em lugar de Roger Bernardo, assim como Enílton no ataque ao lado de Marcinho, marcando a volta do esquema 4-4-2.

A ordem entre os jogadores é manter a cabeça no lugar e tentar a recuperação diante do rival para o qual perderam três vezes só nesta temporada. "O São Paulo está entalado. Já perdemos três e empatamos uma contra eles este ano e precisamos mudar isso. O time deles está marcado na minha cabeça, pois foi a minha estréia, e agora é a hora de vencer", enalteceu o volante Wendel, lançado por Marcelo Vilar no empate por 1 a 1 válido pela Libertadores.

Para o goleiro Diego Cavalieri, os maus resultados têm que ficar para trás. "Não podemos baixar a cabeça em um momento como esse. Temos que ficar tranqüilos, pois temos um jogo importantíssimo pela frente", alertou.

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