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Futebol

São Paulo fica revoltado com gol do Paulista nos acréscimos

Arquivo Geral

25/01/2007 0h00

Um resultado com sabor amargo em Jundiaí. O São Paulo levou o gol que determinou o empate diante do Paulista quando o cronômetro já havia ultrapassado os 49 minutos do segundo tempo. Por isso, o time do Morumbi reclamou bastante da arbitragem de Cleber Wellington Abade.

Ainda no gramado do estádio Jaime Cintra, o técnico Muricy Ramalho partiu para os primeiros questionamentos contra o apitador, que, inicialmente, havia dado quatro minutos de acréscimo. “O gol deles foi aos 49 minutos e 30 segundos”, bradou o treinador do Tricolor. “No primeiro tempo, o gol de vocês também foi depois dos 47 minutos”, retrucou Abade, que tinha optado por dois minutos a mais na etapa inicial.

As imagens da televisão mostram que, no segundo tempo, o apitador levantou o braço para dar mais um minuto extra – e levar o jogo até os 50 minutos – após o segundo gol do Paulista. Só que não houve tempo de o quarto arbitro sinalizar a decisão na beira do gramado, como manda a regra. A atitude revoltou ainda mais os são-paulinos. “Ele deveria ter dado o gol e ficado quieto, sem sinalizar mais um minuto”, disse Muricy Ramalho.

O experiente goleiro Rogério Ceni era outro irritado com os acontecimentos em Jundiaí. “O Cleber Wellington Abade não é fácil. Coincidentemente, ele apitou na nossa última derrota (contra o Palmeiras, em Presidente Prudente, pelo Campeonato Brasileiro)”, relatou. “Houve contradição no lance. Até o quarto árbitro se enrolou. Primeiro disse que não foi avisado do acréscimo. Depois, falou que não houve tempo de mostrar a placa”, completou o camisa um.

Mais calmo nos vestiários, o técnico Muricy Ramalho deixou claro que não teme qualquer tipo de represália por ter reclamado de forma exagerada no gramado. “Foi apenas um diálogo. Não houve desrespeito. Você fica chateado do jeito que aconteceu o lance”, explicou.

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