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Futebol

São Paulo e Paraná fazem "final" no Morumbi

Arquivo Geral

23/08/2006 0h00

A última rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro ganha um ingrediente especial com o encontro entre o primeiro e o segundo colocados da classificação. São Paulo e Paraná ainda têm um jogo adiado, mas uma vitória em casa amanhã, às 20h30, dá ao clube do Morumbi um título simbólico que, para os supersticiosos, é fundamental.

Afinal, desde o início do sistema de pontos corridos em 2003, o campeão do primeiro turno levou o título brasileiro. Assim ocorreu, respectivamente, com Cruzeiro, Santos e Corinthians. Porém, o Tricolor prefere deixar de lado essa crença e fica concentrado na conquista de mais três pontos.

“Tomara que a gente repita essa história de vencer o primeiro turno e ganhar o título. Mas não sou ligado muito a essa coisa de tabu, retrospecto. Prefiro o trabalho dentro de campo. Como posso chegar aqui e basear meu treino apenas em números?”, questionou o técnico são-paulino, Muricy Ramalho.

Um detalhe que o Tricolor pode se apegar é o fato do Paraná apresentar resultados ruins contra os grandes de São Paulo. Apesar da vice-liderança na classificação, o clube de Curitiba empatou com Santos e perdeu para Palmeiras e Corinthians. Ainda assim, a ordem são-paulina é ter cuidado. “O Paraná é um todo, muito entrosado. Devemos ficar atentos ao time deles”, ressaltou o meio-campista Richarlyson.

Além disso, o São Paulo, que voltou a priorizar o Brasileirão, defende uma invencibilidade com seu time principal. Deixando de lado os jogos disputados com os reservas, o Tricolor não perde com os titulares na competição desde o mês de maio, quando foi derrotado pelo Internacional.

Por outro lado, o Paraná se destaca pela força ofensiva. A equipe conta com o melhor ataque do Brasileirão até o momento, com 31 gols. “É um time muito rápido perigoso, com bons jogadores como o Ângelo, o Maicosuel. Devemos ficar de olho no que o nosso adversário tem de melhor”, explicou Muricy Ramalho.

Em nova situação na competição – a disputa pela liderança – o Paraná recorreu a velha tática do segredo. O técnico Caio Júnior dá pistas da escalação, mas não confirma ninguém para a partida. O treinador nega que esteja fazendo mistério, garante que a equipe continua com os pés no chão e que as dúvidas são devido às condições físicas dos jogadores.

“Não me iludo com esse clima. Há muito campeonato pela frente e estar nas primeiras colocações só me motiva a trabalhar ainda mais. O bom seria poder escalar esses catorze”, afirmou o comandante paranista, citando as possíveis opções para iniciar a partida no Morumbi.

Certeza mesmo apenas as ausências de Goiano e Cristiano, que continuam vetados pelo departamento médico. O volante Beto deve ganhar a posição do meia Sandro. Essa é umas das dicas de Caio, que aproveitou para justificar a troca, garantindo que não tornará o time defensivo, apesar das características opostas dos atletas.

“O Beto é, na minha visão, titular. Nem o Beto nem o Batista são volantes. São meias de articulação com bom poder de marcação. Não é nosso estilo de jogo (a retranca). Marcamos forte, sim, mas com saídas rápidas e bom toque de bola”, analisou o técnico, que encerra com a boa fase do triângulo ofensivo, formado por Sandro, Maicosuel e Leonardo.

Na defesa, Émerson, Gustavo e Edmílson, autor do gol decisivo na vitória sobre o São Caetano formam o trio de zaga. Neguete, que treinou durante a semana, permanece no banco. É o mesmo caso de Joelson, que estreou na última rodada, mas volta a ficar como opção. Pierre, totalmente recuperado da lesão no tornozelo, conquistou a confiança de Caio Júnior e novamente deve ser o titular no meio-campo, ao lado de Batista e Beto.

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