Um dos clubes mais regulares na primeira divisão desde que subiu para valer para a elite, em 2001, o São Caetano conhece neste ano uma situação até certo ponto inédita: a luta contra o rebaixamento para a Série B. Com 26 pontos ganhos, o time do ABC paulista ocupa a 18ª posição na tabela de classificação e, mesmo que vença neste sábado o Atlético/PR, em Curitiba, não irá deixar a incômoda zona do descenso.
A situação delicada na tabela de classificação faz o São Caetano começar a tratar cada confronto como uma decisão, a começar já com o duelo diante do Furacão. “É sempre difícil uma situação como essa. Nenhum atleta e nenhum clube gosta de passar por isso, mas é o nosso presente e precisamos lidar da melhor forma possível. Temos que superar isso com tranqüilidade e confiança”, recomendou o ala Anderson Lima, que deverá atuar como zagueiro neste sábado.
O técnico Hélio dos Anjos fez coro com o comandado e alertou para a importância de acumular pontos. “Todos os jogos são decisivos. O campeonato ainda está embolado e não podemos deixar os outros times desgarrarem. Temos que somar pontos”, disse o treinador.
Hélio ressaltou ainda a importância de se acumular pontos dentro de casa. Neste Brasileirão, o São Caetano ganhou 20 dos 39 pontos possíveis no Anacleto Campanella, o que corresponde a um pouco mais de 51% de aproveitamento. Além da mudança intensa da equipe, com jogadores saindo e deixando o elenco quase que diariamente, e da falta de tempo para a preparação, o treinador apontou a falta de capacidade do São Caetano fazer valer o fato de jogar dentro de seu estádio.
“Estamos em uma situação complicada. Ao contrário do que acontece em outras equipes, no São Caetano não conseguimos fazer valer tanto o mando de campo. O São Caetano não é um clube como um Santa Cruz, uma Ponte Preta, um Juventude ou um Fortaleza, que consegue superar isso quando joga em casa e tem apoio maciço da torcida”, argumentou Hélio dos Anjos.
A reclamação de Hélio procede, principalmente se analisada as estatísticas referentes ao público nos jogos do São Caetano neste Campeonato Brasileiro. Considerada a disputa até a 24ª rodada, o Azulão tem a pior média de público em casa, com 1863 pessoas por partida. Além disso, dos dez confrontos com o menor público na competição, oito são de jogos do time do ABC paulista no Anacleto Campanella.