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Futebol

Santos e Palmeiras se encontram no duelo de Leão e Luxemburgo

Arquivo Geral

20/01/2008 0h00

Pelo atual bicampeão paulista, a necessidade de recuperação depois da estréia ruim diante da Portuguesa (derrota por 2 x 0) é evidente sob os ombros do técnico Emerson Leão (foto), que já viu pichadas nos muros do CT santista frases de protesto contra seu trabalho, o do presidente Marcelo Teixeira e o do ex-corintiano Betão.


Já no rival de Palestra Itália, agora comandado justamente por Vanderlei Luxemburgo, responsável em grande parte pelas duas últimas conquistas santistas, tudo sopra a favor: desde a vitoriosa estréia contra o Sertãozinho até o aporte financeiro que vem ajudando o clube a realizar grandes contratações.

Os dois comandantes protagonizarão o mais aguardado duelo do domingo. Desafetos declarados, Luxemburgo e Leão evitaram rotular o encontro da Vila Belmiro como uma batalha particular. “Falar sobre esse confronto é tudo o que os jornais querem”, sorriu Leão. “Mas isso é uma coisa normal quando se enfrentam duas pessoas que não se agradam, mas convivem na mesma profissão, são taxadas como boas e devem dar retornos aos seus clubes. Não analisam o momento, mas os nomes dos personagens. Nada fora da rotina”, discursou o comandante santista, sem citar nominalmente o desafeto.


Luxemburgo seguiu a mesma linha de pensamento do “companheiro”, mas, ao contrário do comandante alvinegro, citou normalmente o nome de Leão ao falar sobre o duelo do final de semana.”Não existe confronto pessoal. Existe Santos e Palmeiras, e eu vou fazer tudo para o Palmeiras ganhar, pois minha história no Santos acabou quando saí de lá”, disparou. “Só espero que fique no campo de jogo, sem confrontos desnecessários. Eu vou querer ganhar, como o Leão vai querer ganhar”.

A teórica “bandeira branca” entre os comandantes só saiu de cena quando o assunto em pauta foi o momento das equipes. Leão, sem pensar duas vezes, lembrou que não tem à disposição os mesmos recursos do Palmeiras e sua parceira, mas tentará se virar com os garotos da base alvinegra, como fez em 2002. “Eu estou pegando um time para o futuro, pois tenho esse conhecimento. Ganhei mais do que títulos nos últimos anos. Dei permanências a clubes, e isso enche o meu ego”, gabou-se o técnico, que revelou, entre outros, Robinho e Diego, no Santos, e Willian, no Corinthians.


O palmeirense, por sua vez, saiu da linha quando questionado se teria um sentimento especial por enfrentar o clube pelo qual conquistou dois títulos nos dois últimos anos. “Quero ganhar do Santos como quero ganhar do Flamengo. E olha que eu sou flamenguista. Eu quero ganhar sempre, não importa quem é o adversário”, finalizou o treinador palmeirense.


Criado na Vila Belmiro, o agora alviverde Élder Granja não guarda mágoas da Baixada, mas também espera provar com sua nova camisa que poderia ter sido melhor aproveitado ao surgir no Peixe.

Ainda no campo dos duelos, a Vila Belmiro terá a oportunidade de ver o reencontro, bem mais amigável do que o dos treinadores, de dois autênticos “camisas nove”: Kléber Pereira e Alex Mineiro. Juntos, eles formaram o ataque campeão brasileiro de 2001 pelo Atlético-PR, quando cada um balançou as redes em 17 oportunidades.


SANTOS X PALMEIRAS

Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: 20 de janeiro de 2007, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: José Henrique de Carvalho (SP)
Assistentes: Ednílson Corona (SP) e Evandro Luiz Silveira (SP)

SANTOS: Fábio Costa; Filipi, Betão, Evaldo e Kléber (Carlinhos); Adriano, Marcinho Guerreiro e Vitor Júnior; Wesley (Adaílton), Kléber Pereira e Renatinho
Técnico: Emerson Leão

PALMEIRAS: Diego Cavalieri; Élder Granja, Gustavo, Dininho e Leandro; Pierre, Makelele (William), Martinez e Valdívia; Luiz Henrique e Alex Mineiro
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

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