O Santos poderá seguir mandando suas partidas na Vila Belmiro no Campeonato Brasileiro. Isso porque o clube foi absolvido por unanimidade em julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta sexta-feira, pelos incidentes após a derrota de virada para o Atlético MG, por 3 a 2, na Vila Belmiro, quando a torcida do Peixe teria cobrado melhores resultados da equipe com atos de violência e vandalismo.
O árbitro goiano Elmo Resende Cunha não relatou o ocorrido na súmula da partida, mas, mesmo assim, o clube paulista foi denunciado no artigo 213 (Deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). A lei previa pena a perda de uma a dez partidas, além de multa de R$ 10mil a R$ 200mil.
No embasamento da defesa santista, Mário Mello afirmou que o clube tomou todas as providências para prevenir desordens em sua praça naquela partida. O advogado declarou também existir um bom relacionamento entre o Santos e seus torcedores. De acordo com ele, a denúncia de violência e vandalismo não procedeu, uma vez que não foi relatado na sumula do jogo qualquer agressão ou invasão da torcida santista.
O advogado do Santos ainda utilizou como prova o vídeo de monitoramento do estádio que mostrou parte dos torcedores chorando, parte xingando, porém, depois do pacífico protesto todos foram embora sem tumultos.