O Santos foi surpreendido com a decisão do juiz Pérsio Luís Teixeira de Carvalho, da 4ª Vara Trabalhista de Santos, na última quarta-feira, sobre o caso envolvendo a ação de Leandro Damião contra o clube. O juiz atendeu a solicitação dos advogados do jogador e reconheceu a rescisão do contrato do atleta, que iria até dezembro de 2018, com o time da Vila Belmiro. No entanto, nesta segunda-feira, o Alvinegro Praiano soltou uma nota oficial em seu site afirmando que nada está definido.
Como já era sabido, a decisão não é definitiva, já que ainda cabe recurso. Por isso, o Santos fez questão de comunicar a todos que sua postura será combativa até o fim.
“Ganhou mas não levou, por ora”, diz a nota santista, tentando popularizar os termos jurídicos do julgamento de quarta-feira.
“Transitar em julgado significa quando não existir qualquer recurso, assim depois de resolvida a questão no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, no Tribunal Superior do Trabalho em Brasília, e possivelmente, no Supremo Tribunal Federal. Só aí o atleta ficará liberado para firmar contrato com outra agremiação”, continuou o clube, antes de avisar que não abrirá mão de recorrer, se necessário, a todas as esferas legais.
“O Santos FC utilizará todos os recursos cabíveis: embargos declaratórios, recurso ordinário, agravos, etc. Ao final de todos os recursos, com o trânsito em julgado, a decisão deverá ser cumprida integralmente”, também esclarece a nota publicada no fim desta tarde.
A decisão, porém, não exclui a dívida do Peixe com o grupo de investimentos Doyen Sports de R$ 42 milhões, além de juros corrigidos. Ela financiou o valor aos santistas para tirar o atleta do Internacional de Porto Alegre em janeiro de 2014 e concretizou a maior transferência da história clubes brasileiros.
Leandro Damião, hoje emprestado até dezembro ao Cruzeiro, que arca com 70% do salário de R$ 700 mil por mês do centroavante, entrou com ação contra o Santos em janeiro deste ano devido ao não pagamento dos salários de outubro, novembro e dezembro, além de recolhimentos do FGTS, 13º referente a 2014 e férias. O alvinegro terá de pagar todos estes atrasados e ainda quitar uma dívida de R$ 50 mil referentes a ‘luvas’ do jogador, caso seja realmente derrotado na Justiça. Os advogados do jogador ainda pretendiam receber uma multa milionária em função do não cumprimento dos acordos por parte do Santos, mas tal pagamento foi refutado pelo juiz.