Logo no primeiro jogo sem Robinho, o Santos acabou derrotado pelo São Paulo no clássico da última quarta-feira. Marcelo Fernandes incumbiu o recém-contratado Rafael Longuine de suprir a ausência do camisa 7, mas a escolha não surtiu o efeito esperado. No Morumbi, o Peixe se viu completamente dominado pelo rival no primeiro tempo de um confronto que acabou 3 a 2 para os donos da casa, após duas viradas.
“Fez falta, sim, pois segura sempre dois marcadores. O Marcelo optou pelo Longuine para segurar um pouco a bola, mas pecamos nisso, saímos atrás do placar e fomos buscar”, comentou Lucas Lima.
O técnico santista, preocupado, quer acabar com os comentários de que o time não rende quando não tem Robinho em campo. Ele ainda revela que pretendia começar o clássico com Neto Berola, atacante que chegou do Atlético-MG e ainda não estreou com a camisa santista.
“O Robinho está servindo a seleção, o Santos não se resume a Robinho. Ganhou vários jogos no Paulista sem Robinho, ganhou até clássico. Eu estava pensando em uma coisa, não deu para o Berola jogar, até viajou, mas o BID (Boletim Informativo Diário) não saiu”, explica, lembrando que Berola não pôde entrar em campo por questões burocráticas.
Ricardo Oliveira faz coro ao discurso do comandante e também é enfático ao comentar a ausência de seu companheiro de ataque. “Um time como o Santos não pode depender de um só jogador, apesar da falta que ele nos faz”, resume o centroavante.
Na segunda etapa do clássico, Marcelo Fernandes ainda deu oportunidade para Marquinhos Gabriel, que acabou expulso, e Marquinhos, outro jogador recém contratado. Artilheiro da equipe em 2014, Gabriel sequer foi chamado pelo treinador, que acabou sendo obrigado a comentar o assunto mais uma vez.
“Ele tem o mesmo espaço do que qualquer jogador. A gente entende que ele é um jogador que gosta de jogar como (camisa) 9, mas hoje o Ricardo é o nosso centroavante”, finaliza Fernandes.