Depois de percorrer mais de cinco mil quilômetros, o Santa Cruz entra em campo nesta quarta-feira, às 22 horas (de Brasília), contra o Ulbra de Rondônia e espera estrear na Copa do Brasil com o pé direito. O técnico Givanildo Oliveira traçou dois objetivos para os Corais: corrigir os erros apresentados pelo elenco no Campeonato Pernambucano e realizar uma campanha digna da segunda maior competição nacional.
O zagueiro Adriano aposta no bom futebol da equipe e minimiza o fato de não conhecer muito sobre o adversário da primeira fase. “Realmente não sabemos muita coisa sobre eles. Mas temos que estar preparados, pois com certeza não teremos moleza. Basta ter como exemplo o Pernambucano, onde as equipes intermediárias deram muito trabalho”, alertou o capitão da equipe.
De acordo com o volante Cleison, bicampeão da Copa do Brasil com o Cruzeiro (em 1993 e em 1996), o elenco precisa buscar inspiração nas conquistas dos clubes medianos, como Santo André em 2004 e Paulista no ano seguinte. “A Copa do Brasil é uma competição muito interessante por essa característica. Um torneio mata-mata onde não se pode dar chance para o azar. Cada jogo é uma decisão”, concluiu.
Confusão
O treinador Givanildo Oliveira foi pivô de uma discussão no vôo que levava o Santa Cruz a Ji-Paraná, em Rondônia. Ele teria chamado o Estado de “terra de índios” e afirmou que estava com medo dos jogadores “levarem uma flechada durante o jogo”. O funcionário público rondoniense Adevaldo Pinheiro estava presente no avião e relatou o fato ao Jornal do Commércio de Pernambuco.
“Tudo começou depois que perguntei a Givanildo se ele estava indo jogar em Rondônia. A resposta foi ‘infelizmente’. Aí ele falou que no Estado se joga com cocos e que não aceitava o fato de a CBF ter mandado um time como o Santa Cruz jogar em uma aldeia”, declarou Pinheiro.