A derrota do último domingo (4 a 3 para o Atlético-GO) e a consequente saída do técnico Adílson Batista continuam repercutindo no Corinthians. Na última segunda-feira, o presidente Andrés Sanchez colocou panos quentes nas polêmicas e deu pistas sobre o ambiente que herdará o novo técnico.
Um ponto abordado foi sobre a saída de Adílson. Sanchez afirmou que não houvera demissão, nem pedido de demissão, e sim um acordo mútuo.
“Não estou nem contente, nem triste. Futebol é isso, quando ganha fica tudo bem, quando perde começa a procurar fantasmas, como o próprio Adílson disse. Ambas as partes chegaram a uma conclusão. Se o Mario (Gobbi) é o diretor e os dois acharam que era melhor parar por ali, eu aceitei. Foi uma honra ter reencontrado o Adílson. Infelizmente, não deu certo e tenho certeza de que ele fez o melhor possível”, explicou.
Segundo o mandatário do Timão, Adílson pediu para receber nada, contudo, o Corinthians pagará o salário dele até o final da temporada.
“Estamos discutindo a quantia da rescisão e estamos próximos de um acordo. Ele não quer receber nada, mas eu, por justiça, vou pagar o salário dele e do auxiliar até dezembro”, afirmou.
Além de descartar o nome de Carlos Alberto Parreira, Andrés ressaltou que o novo treinador não terá muita influência na campanha final do time no Campeonato Brasileiro.
“Pode ser que a gente mude rápido, mas quem vier nao terá culpa, como o Adílson não teve. Não vai ser o herói, nem o vilão, ele vai trabalhar e vai continuar ano que vem. Vou fazer algo consciente para evitar problemas futuros”, contemporizou.