A torcida do Corinthians se habituou a gritar “a Libertadores é obrigação” nos anos em que o clube disputou a principal competição continental. Se depender do presidente Andrés Sanchez, no entanto, o coro será diferente em 2010.
“Imploro para o torcedor corintiano: a Libertadores não é obrigação. Vamos disputar outras coisas no ano que vem. A Libertadores é um sonho, um desejo, mas nem sempre se consegue ganhar”, discursou o dirigente, nesta terça-feira, dia em que o clube completou 99 anos de fundação.
O próprio Corinthians alimenta a obsessão de seus torcedores. O ônibus da equipe, por exemplo, tem a inscrição “Rumo à Libertadores” grudada nos vidros e na lataria. Todo o planejamento traçado pela direção e pela comissão técnica visa à conquista do torneio no ano do centenário corintiano.
O discurso mudou. Andrés Sanchez está preocupado com a expectativa da torcida. “Quero que a nação corintiana torça como no ano passado, que foi o da Série B, o mais difícil para nós. É preciso ter paciência”, receitou.
É justamente com paciência que o presidente do Corinthians almeja chegar ao sonhado título da Copa Libertadores da América. Talvez não em 2010. “O importante é disputar a Libertadores sempre, pois a gente vai ganhar uma hora. Pode ser no próximo ano ou em outro qualquer”, concluiu Andrés Sanchez.