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Futebol

Rotulados como ultrapassados, técnicos de renome estão por cima no fim da temporada

Arquivo Geral

04/11/2014 8h49

No fim de 2013 pipocaram discussões sobre uma teórica tendência dos clubes brasileiros a abandonar os técnicos medalhões e apostar em caras novas da profissão. Assim surgiram Claudinei Oliveira, Enderson Moreira, Marquinhos Santos, entre outros, num vasto leque de promessas da prancheta. 

A reta final do Brasileirão 2014 somada às semifinais da Copa do Brasil, porém, mostra que ainda vale o risco de investir em comandantes de renome. Dos sete primeiros colocados do Nacional, cinco são liderados por “dinossauros”. Muricy Ramalho (2º), Abel Braga (3º), Levir Culpi (5º), Luiz Felipe Scolari (6º) e Mano Menezes (7º). A uma partida da final na Copa do Brasil, Vanderlei Luxemburgo reforça o time dos outrora ultrapassados e, agora, valorizados. 

O “Profexô” é o retrato fiel da virada de rumo dos técnicos mais visados. Aos 62 anos, Luxemburgo andava em baixa após passagens frustrantes por Grêmio (2012/13) e Fluminense (2013). Este ano, aceitou o convite pouco atraente do Flamengo logo após o período da Copa, mesmo ciente de que o Rubro-Negro amargava a lanterna do Brasileiro e somava apenas sete pontos. 

Experiente e dando provas de atualização, ele não só tirou o time do risco de rebaixamento como o levou a semi da Copa do Brasil, contra o Atlético-MG.

Outro veterano da profissão foi do céu ao inferno este ano. Escolhido para guiar a seleção brasileira na Copa, Felipão cumpriu bem seu papel até a semifinal. Foi então que os 7 x 1 o pegaram. O mundo caiu em suas costas, mas… Menos de três meses depois, o treinador está novamente por cima, levando o Grêmio a uma disputa acirrada por uma vaga na Libertadores 2015.

Saiba mais

Segundo a Pluri Consultoria, Vanderlei Luxemburgo recebeu R$ 1,95 milhão em 2013, valor bem inferior ao de 2012: R$ 3,25 milhões. Depois disto, voltou a crescer neste ano, chegando a mais que o dobro de 2013 – R$ 4,55 milhões. Um dos raros a receber reajuste de 133%.

Os comandantes Abel Braga, Mano Menezes, Felipão, Levir Culpi, Enderson Moreira, Cristóvão Borges, Dorival Júnior, Vagner Mancini e Joel foram “desvalorizados” nos últimos dois anos. Uma economia de R$ 7,2 milhões aos clubes brasileiros.

Líderes na classificação e no ranking de salários

A classificação dos clubes liderados por técnicos medalhões do futebol é considerável nesta temporada. Mantê-los por muito tempo, porém, significa estar disposto a desembolsar valores bem salgados. 

Embora os dados financeiros divulgados pela Pluri Consultoria, no último dia 27 de outubro, apontem uma redução de 13% nos rendimentos dos técnicos em relação a 2013, Muricy, Abel e Mano Menezes seguem no topo da cadeia. Cada um recebe R$ 500 mil mensais.

Outro nome que tem ganhado força no cenário nacional, Marcelo Oliveira, do Cruzeiro, foge à regra dos medalhões, mas não financeiramente. Ele recebe R$ 450 mil por mês. Vanderlei Luxemburgo (R$ 350 mil), Felipão (R$ 350 mil) e Levir Culpi (R$ 300 mil) aparecem na sequência como os mais bem reembolsados pelo trabalho. 

Por se tratar de números não oficiais, Vanderlei Luxemburgo identificou o artigo como “oportunista e fora da realidade”. “Não tem dados muito técnicos. É mais oportunismo de uma pessoa que chegou com uma empresa e colocou uma situação que ela não tem certeza”, disse ao Sportv.

Os mais bem pagos

Abel Braga (Internacional): R$ 500 mil

Muricy Ramalho (São Paulo):  R$ 500 mil

Mano Menezes (Corinthians): R$ 500 mil

Marcelo Oliveira (Cruzeiro):  R$ 450 mil

Vanderlei Luxemburgo (Flamengo):  R$ 350 mil

Luiz Felipe Scolari (Grêmio):  R$ 350 mil

Levir Culpi (Atlético-MG):  R$ 300 mil

Enderson Moreira (Santos):  R$ 250 mil

Cristóvão Borges (Fluminense):  R$ 200 mil

Dorival Júnior (Palmeiras):  R$ 200 mil

Vagner Mancini (Botafogo): R$ 150 mil

Joel Santana (Vasco): R$ 150 mil

Joel embarca na onda

Deixado de lado após comandar o Bahia na Série A do ano passado, Joel Santana está de volta a um time de ponta do futebol brasileiro. Folclórico e rotulado como ultrapassado, ele foi “convocado” pelo Vasco para tentar levar o cruz-maltino de volta à Série A do Brasileirão. 

Criticado por uns, amado por outros, Joel tem cumprido seu objetivo. Aos trancos e barrancos, ele segura o Vasco entre os quatro primeiros da Série B, o que dá direito ao clube de retornar à elite do futebol nacional.

Até agora, o veterano comandou o time em 13 partidas. Neste tempo, empatou seis vezes, ganhou 4 confrontos e perdeu os três restantes.

Ausentes

Ao contrário de Joel e dos demais “dinossauros” que estão bem no mercado, outros técnicos de renome estão em trégua com a profissão. É o caso de Tite, que depois de deixar o Corinthians este ano ainda não voltou a campo, e de Oswaldo de Oliveira, demitido do Santos em setembro deste ano.

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