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Futebol

Roth marca sua passagem com título e vexame

Arquivo Geral

08/04/2011 19h49

A queda de Celso Roth, inconscientemente, começou a ser desenhada um dia a após a conquista do bi da América. Após colocar no currículo a maior conquista de sua carreira, espantando o cartaz de ser um treinador sem chegada nas competições, Roth começou um processo de autofagia, culminando com sua demissão nesta sexta-feira.

Entre a vitória na Libertadores até a queda se passaram quase oito meses. Nesse período, o técnico começou a estruturar sua saída numa combinação do seu passado e agregando dois pontos vitais após o Mundial, culminando com o término de sua terceira passagem pelo Beira-Rio.

A fama

Antigo conhecido da torcida, Roth trouxe consigo um ranço pré-estabelecido. Em 1997 levou o clube ao título gaúcho e a uma boa campanha no Nacional após muito tempo, porém, o carimbo de ‘retranqueiro’ surgiu.

Na segunda passagem, em 2002, a imagem deixada foi a pior possível. O treinador entregou o time na zona de rebaixamento do Brasileiro, além de ter brigado com o lateral Chiquinho, principal ídolo no time naquele momento.

Sempre que seu nome surgia como possibilidade de assumir o time, a especulação causava alvoroço nos colorados. O estigma de defensivista e de ser um treinador incapaz de um trabalho longo devido a seu jeito de ser estavam perpetuados no seu perfil profissional.

Mesmo assim, a direção vermelha apostou nele para substituir Jorge Fossatti. Roth assumiu a função com o time na semifinal da Libertadores. A escolha se mostrou acertada. Ele deu gás novo, imprimindo um novo estilo de jogo ao time. O resultado foi o bi da América. As críticas, entretanto, estavam lá no fundo da mente no ambiente do Beira-Rio, morando no subconsciente, precisando apenas de um estralo para voltar a tona.

A estratégia

Comissão técnica e direção abriram mão do Campeonato Brasileiro após o título no torneio continental, competição que não é vencida desde 1979. Raramente utilizando o time principal completo, o Inter perdeu ritmo de jogo e realizou poucas atuações elogiáveis durante o segundo turno.

A derrota

Sem embocadura os dias programados para serem de glória em Abu Dhabi se transformaram no maior vexame da história do clube. A derrota por 2 a 0 para o Mazembe ecoará para sempre na biografia do futebol gaúcho. Mesmo assim, Roth foi mantido, após forte pressão do ex-presidente Fernando Carvalho, então vice de futebol.

Não precisava mais nada para insatisfação se instaurar nas arquibancadas. Ela estava há muito tempo lá, mas escondia-se devido à espera pelo Mundial de Clubes.

Sua permanência ou deixou em uma situação em que tinha perdido a chance de errar. O ano começou com a cabeça do treinador exposta em uma bandeja, faltava somente o motivo para servi-la.

Em uma série de resultados sofríveis, o Inter apresentou o seu pior futebol no ano contra o Jaguares. Era a oportunidade para terminar a terceira passagem de Celso Roth pelo clube. E assim foi feito. Nesse período, Roth comandou o time em 51 jogos, obteve 25 vitórias, 12 empates e 14 derrotas.

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