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Futebol

Roni chega ao Cruzeiro em clima de promessas

Arquivo Geral

25/05/2007 0h00

O atacante Roni se apresentou oficialmente ao Cruzeiro na manhã desta sexta-feira, na Toca da Raposa. Em seu primeiro dia vestindo a camisa celeste, o jogador foi irônico ao comentar o passado próximo no rival Atlético-MG, onde conquistou o título da última Série B, e garantiu que busca, acima de tudo, um pouco de estabilidade na carreira.

“Estou vestindo essa para não tirar tão cedo”, destacou o novo reforço cruzeirense, cujo contrato vai até o final de dezembro. Com 30 anos, a expectativa se mostra acertada, visto que o novo atacante da Raposa já passou por 11 clubes (incluindo os dois mineiros), em 12 anos de carreira. O último foi o Flamengo, por onde disputou o Campeonato Carioca e a Copa Libertadores no primeiro trimestre.

“A pressão existe em qualquer grande clube do Brasil. Lógico que por eu ter jogado no rival vão falar, mas quando eu começar a fazer meu trabalho essas coisas serão esquecidas. A torcida do Cruzeiro pode ter certeza que aqui há um homem, um pai de família que respeita o clube que defende e vai fazer o melhor para o Cruzeiro”, completou o jogador, referindo-se principalmente ao fato de ter defendido as cores alvinegras.

Roni mal chegou em Belo Horizonte e já retornou ao Rio de Janeiro, onde resolve problemas particulares e pendências da sua transferência gratuita à Raposa. A data marcada para sua integração ao grupo é segunda. Data que o próprio atacante espera mais alegria no clube, se possível com um resultado positivo frente o Paraná no domingo. Mesmo assim, o jogador mostra consciência do momento pouco agradável vivido pelos celestes.

“No futebol ninguém é líder por acaso ou forçando. São coisas que acontecem naturalmente. Aqui tem um grupo forte, de qualidade, com jogadores experientes. O que tiver que acontecer, acontecerá no dia-a-dia. É importante você adquirir a amizade primeiro para depois começar a fazer a cobrança. Estou aqui para ajudar no que for preciso”, disse.

O atacante jamais caiu nas graças dos flamenguistas, mas ressalta que a idéia de voltar à capital mineira foi uma proposta de sua esposa, habituada à cidade. Roni prefere destacar outros motivos que o fizeram trocar a Gávea pela Toca. O principal deles, como não poderia deixar de ser, é a organização.

“A minha família queria que eu viesse. Apesar de ter vivido seis anos no Rio, a minha esposa adorou Belo Horizonte e não houve dificuldade nenhuma. Em questão de clube, o Cruzeiro é modelo no Brasil. Quando se fala em estrutura e organização, já penso logo em Cruzeiro e São Paulo. Por isso não tive muito o que pensar”, concluiu.

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