Da Redação
torcida@jornaldebrasilia.com.br
Há praticamente um ano, Ronaldinho Gaúcho se esbaldava no Carnaval do Rio de Janeiro. Com direito a desfile por mais de uma escola de samba, o então jogador do Flamengo dava um claro sinal de que se importava mais com a diversão do que com o profissionalismo. Ontem, a história mudou completamente. Mestre sala do Atlético-MG, o Gaúcho mostrou que também sabe curtir a folia dentro de campo. Foram dele as duas perfeitas assistências para o Galo bater o São Paulo por 2 x 1, na estreia de ambos na fase de grupos da Libertadores.
E se em todo Carnaval que se preze a criatividade tem que estar presente, Ronaldinho demonstrou todo seu arsenal. No primeiro gol, marcado por Jô, aos 12 minutos do primeiro tempo, ele usou a inteligência. Segundos depois de tomar água na garrafinha do goleiro rival Rogério Ceni, ele correu para próximo da bandeirinha do escanteio e foi ignorado pelos zagueiros. Como o lançamento recebido por ele foi em cobrança de lateral, não havia impedimento. Sozinho, o camisa 10 tocou para Jô, que completou.
O segundo teve toque de habilidade. Depois de passar por dois marcadores, Ronaldinho recebeu nota 10 pelo cruzamento perfeito para a cabeçada certeira de Réver.
O São Paulo ainda conseguiu reagir no final. Aloísio, aos 37 minutos, marcou o gol de honra. A apoteose do Atlético-MG, porém, já estava montada. “É sempre bom estrear com vitória. O mais importante é que a torcida transformou o estádio em caldeirão”, vibrou Diego Tardelli, em sua reestreia pelo Galo.
Provocação ao arquirival
Nem mesmo o foco na Libertadores da América fez o Atlético-MG deixar a rivalidade com o Cruzeiro de lado. Já por cima por disputar o torneio continental, o Alvinegro usou copos d’água para cutucar o arquirrival. Nas arquibancadas de sócio-torcedor, estava posicionado um copo com o adesivo “Aqui tem água”, fazendo uma alusão aos problemas ocorridos no Mineirão no dia de sua reabertura, – na ocasião, o mandante era o time celeste.
Presente no duelo contra o São Paulo, o presidente do Atlético-MG usou de ironia para explicar o caso. Cerca de 30 minutos antes de a bola rolar, ele foi questionado sobre o episódio e disse: “Não estou sabendo de nada. Que maldade, eu nem sabia, deve ter sido quem administra o estádio”, disse o mandatário antes de cutucar ainda mais: “Mas aqui tem água!”