Mesmo depois de tantas entrevistas no Mineirão, Rogério Ceni ainda foi bastante assediado hoje na reapresentação do São Paulo no CCT da Barra Funda. O assunto não poderia ser diferente: a emoção de se tornar o maior goleiro-artilheiro da história, superando o paraguaio Chilavert.
A postura de Rogério Ceni continuou a mesma do dia anterior. O craque prefere evitar uma grande euforia pelo recorde, embora reconheça a importância do fato. “Claro que foi um feito importante, mas todos (jornalistas) estão aqui só por causa do São Paulo. Sou um produto do que significa esse clube”, afirmou.
Em um verdadeiro pronunciamento aos jornalistas, Rogério aproveitou a oportunidade para fazer um balanço de sua carreira. Aos 33 anos, ele já projeta um tempo de validade para sua vida profissional.
“É difícil falar sobre isso, mas devo encerrar em um período de dois a cinco anos. Mas depois não sei o que vou fazer, sinceramente. Acho que vou deixar para decidir quando estiver mais perto do final. O certo é que vou dedicar mais tempo aos meus familiares”, explicou o capitão são-paulino.
Sobre os gols, Rogério acha que os marcados de pênaltis – em momentos decisivos – foram os mais difíceis da carreira. “É uma hora em que a responsabilidade é toda sua. Você não pode errar. Isso aconteceu contra Palmeiras duas vezes, Estudiantes e Chivas pela Libertadores”, recordou.
Vencedor, Rogério Ceni evita falar em objetivos pessoais daqui para frente. Até por isso, despista sobre as perguntas de planos em defender a seleção brasileira na Copa do Mundo da África do Sul, quando terá 37 anos.
“Nunca tive metas. As coisas sempre aconteceram por acaso em minha vida. Não pensava em ser goleiro ou virar profissional. Nunca fui obrigado a nada. Era o destino. Deus quis que acontecesse”, classificou.