A diretoria do São Paulo colocou nada menos que 70424 ingressos à venda para a partida desta quarta-feira contra o Nacional do Uruguai, que vale uma das vagas para as quarta-de-final da Copa Libertadores. No entanto, a procura do torcedor são-paulino tem sido pequena em relação aos últimos anos, a despeito das expectativas elevadas do elenco.
Nos últimos dias, os jogadores admitiram esperar mais de 50 mil torcedores para o confronto contra os uruguaios – o que praticamente garantiria o maior público do ano em uma partida de futebol em São Paulo. Até a tarde desta segunda-feira, porém, apenas 17700 entradas haviam sido vendidas, incomodando até mesmo o goleiro Rogério Ceni.
“Vai muito do resultado que a gente mostra em campo. Mas é nesta hora que o torcedor tem que aparecer mais ainda”, convoca o goleiro, que culpa a acomodação e o frio pela baixa procura. “A gente espera que os outros (torcedores que não compraram ingressos) se animem, que o Sol apareça e que o torcedor entenda que a gente precisa do incentivo”, acrescenta.
O volante Hernanes concordou com o camisa um, e culpou o frio e os resultados em campo pelo pouco interesse na partida das oitavas-de-final da Libertadores. No entanto, o jogador lembra que a torcida tende a ser um dos fatores que ajudam o São Paulo com o bom retrospecto no Morumbi.
“Quando você sabe que foram vendidos 50 mil ingressos, você sente a motivação”, descreve o camisa 15. “É a mesma coisa que você perguntar para um cara que faz teatro se ele quer atuar com a platéia vazia”, compara.
Rogério Ceni garante ainda que o fato de a torcida do Corinthians ter colocado 50773 torcedores no confronto contra o Goiás pela Copa do Brasil não interfere na convocação para a torcida são-paulina. Pelo contrário, os tricolores estariam apenas ficando “acostumados” a jogos pela competição continental.
“O torcedor (do Corinthians) foi, viu seu time ganhar. Acho uma disputa saudável”, afirma o capitão são-paulino. “O São Paulo tem ido sempre para a Libertadores. Não é um desinteresse na competição, mas de ir ao estádio.”