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Futebol

Robinho aceita xingamentos: <i>não joguei nada</i>

Arquivo Geral

16/10/2008 0h00

O público vibrou quando Robinho foi anunciado pelo locutor do estádio do Maracanã, antes do empate por 0 a 0 Colômbia. Publicidade para tanto não faltou. Na segunda-feira, o atacante do Manchester City chegou ao Rio de Janeiro e ignorou o desgaste da viagem para a Venezuela. Comprou uma sunga e passou a tarde na praia de São Conrado, onde distribuiu autógrafos e posou para fotos. No dia seguinte, inaugurou no saguão do Maracanã um painel com a seqüência de fotos do drible que apelidou de “vai pra lá que eu vou pra cá”. Na quarta-feira, quase não tocou na bola.


Os cariocas comemoraram com ainda mais entusiasmo a saída de Robinho do campo do que a entrada. Foram além. Xingaram em coro o atacante do Manchester City. Os flamenguistas preferiram gritar por Obina. “Eu não joguei nada hoje. Dei apenas um chute a gol e não criei nenhuma jogada. O torcedor tem mesmo o direito de vaiar”, acatou o atacante do Manchester City, cabisbaixo.


“A gente precisa entender que o torcedor quer ver espetáculo quando a seleção está no Brasil, e isso não aconteceu. É natural que me xinguem, reclamem do time e do treinador”, acrescentou Robinho.


Apesar de o próprio jogador admitir a fraca atuação, Dunga o tirou de campo motivado por uma contusão. “Recebi uma pancada na coxa e senti muita dor na hora. A perna pesou e achei melhor pedir para ser substituído”, explicou Robinho, sobre um dos poucos desejos dos torcedores que conseguiu atender.


Juan – O zagueiro da Roma foi outro jogador da seleção brasileira substituído por precaução. “A minha saída já era esperada. Fazia um mês que não jogava e senti o cansaço da viagem para a Venezuela”, comentou Juan, que também foi substituído por Thiago Silva na rodada passada das Eliminatórias para a Copa do Mundo.


 

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