Thiago Henrique de Morais
Especial para o Jornal de Brasília
Hoje, às 21h45, Boca e River Plate farão o 25º jogo entre as equipes em torneios internacionais, seja de Libertadores, Supercopa dos Campeões ou qualquer outro certame.
Na Sul-Americana, no entanto, será o primeiro confronto da história. Pelo futebol apresentado nos últimos meses, o River é favorito. Contudo, pelo histórico em Copas, o Boca tem a sua hegemonia.
Nos 24 jogos que antecedem os próximos dois duelos, o Boca Juniors tem uma vantagem de 10 vitórias contra apenas seis do River Plate. Além disso, soma várias classificações sobre os rivais. Para se ter uma ideia, desde 1986, quando o River conquistou sua primeira Libertadores, foi a última vez que o clube conseguiu se classificar sobre o seu rival.
De lá para cá, são três competições em que o Boca comemora a classificação sobre os seus rivais. Soma-se ainda outros três torneios em que levou a melhor sobre o River, todos da década passada, contra apenas quatro do Millionário.
Provocação e rivalidade
As mais recentes estão na memória dos torcedores de ambos os clubes, mesmo que de forma dolorosa. Em 2004, a última vez que as equipes se enfrentaram em um torneio continental, é uma das mais marcantes.
Assim como em 2014, as duas partidas foram apenas com torcida local, por medida de segurança. Na Bombonera, o Boca Juniors venceu por 2 x 1. O que se lembra do jogo, no entanto, foi um arranhão de Marcelo Gallardo, hoje técnico do River Plate, no rosto de Abbondanzieri, ex-goleiro do Internacional. No duelo de volta, o River Plate devolveu o placar, no Monumental de Núñez. O gol de Tévez, no entanto, ficou marcado pela comemoração, quando imitou uma galinha em provocação ao rival. Nos pênaltis, Maxi López, ex-Grêmio, perdeu e o River, em casa, foi eliminado.
Curiosidade
Superclássico
1 Azar nos pênaltis: na última vez em que o Boca avançou nos pênaltis, não foi campeão. Em 1994, Navarro Montoya escreveu seu nome na história do time ao pegar o pênalti de Sergio Berti e avançou no torneio.
2 Longa data: o River avançou pela última vez num clássico em 1986, ano em que conquistou a Libertadores. Na ocasião, o uruguaio Alzamendi foi a estrela. Hoje o time conta com dois uruguaios: Sánchez e Mora.
Duelo repleto de grandes histórias
Quatro anos antes, também na Libertadores, se não existisse a tecnologia de hoje, muitos diriam que se tratava de um mito. Carlos Bianchi, técnico do Boca na época, convocou nada menos que Martín Palermo para o jogo. Nada de mais, se não fosse o fato de que o atacante ainda estava se recuperando de uma cirurgia no joelho, com apenas 20% de condições de jogo.
Quando a partida já estava 2 x 0 para o Boca, se classificando, o atacante entrou. Já nos acréscimos, Battaglia cruzou, e o atacante, sem condição alguma de ficar em pé, conseguiu marcar com dificuldade. O gol e sua comemoração lhe renderam mais seis meses de molho e classificação para as semifinais.