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Futebol

Richarlyson cobra "sabedoria" e ajuda dos atacantes na defesa

Arquivo Geral

28/09/2010 15h01

O São Paulo possui uma das defesas mais vazadas do Campeonato Brasileiro. Porém, na opinião do meio-campista Richarlyson, o problema não é dos jogadores de defesa. Um dos jogadores mais antigos no elenco do Tricolor, o volante se mostrou à vontade para fazer uma forte cobrança aos jogadores de frente.

“Estamos com a proposta de trabalho no sistema 4-4-2 em vez do 3-5-2, que era a marca registrada do São Paulo. Talvez a defesa tenha ficado vulnerável e o ataque com mais chances. Para mudar, nossos atacantes têm que ter um pouquinho mais de sabedoria, paciência e entendimento tático para ajudar em termos defensivos. Fazendo isso, o equilíbrio voltará e ficaremos fortes”, comentou.

Apontado nos últimos anos como um time sólido defensiva, o São Paulo já levou 34 gols. Ou seja, o índice é melhor apenas que o do Avaí (que levou 39) e dos quatro clubes da zona de rebaixamento: Atlético-GO (36), Goiás (43), Atlético-MG (47) e Grêmio-SP (36).

“Não estou querendo dizer que os atacantes têm que virar marcadores, mas precisam da inteligência que os times que vêm jogar contra o São Paulo têm. Eles voltam com nove atrás da bola e só deixam um na frente. Temos que fazer isso. O adversário sabe que, se deixar o São Paulo jogar no Morumbi, vai ser massacrado. Esse entendimento de jogo falta para alguns jogadores ofensivos da nossa equipe. Quando mudar isso, ficará mais fácil para defender e atacar em bloco”, acrescentou.

Richarlyson cumpriu suspensão automática na derrota por 3 a 0 contra o Goiás. Apesar das cobranças aos atacantes, o jogador avisa que o São Paulo já apresentou a postura ideal na vitória por 2 a 0 sobre o Palmeiras.

“Tem que ser como fizeram contra o Palmeiras, que tem uma equipe muito forte no setor de meio-campo, eram cinco volantes. Mas, naquele jogo, a função do Lucas, do Fernandão e do Jorge Wagner, que estavam um pouco mais ofensivos, foi muito importante para termos coesão entre defesa e ataque. Precisam entender que, independentemente se o adversário se encontrar na parte inferior na tabela, têm que ter dinâmica para saber que devem voltar para ajudar”, completou.

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