Nesta terça-feira, Richarlyson avisou que não dará trégua na luta contra o preconceito e nem recuará nas ações na Justiça. Enquanto isso, o juiz da 9ª Vara Criminal de São Paulo, Manoel Maximiano Junqueira Filho, recebeu prazo de 15 dias para apresentar ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) seus motivos para ter arquivado o processo movido pelo volante do São Paulo, contra o diretor José Cyrillo Júnior, do Palmeiras. O dirigente do time adversário insinuou, em um programa de TV, que o atleta são-paulino seria homossexual.
“Um pouco antes de me colocarem como bode expiatório nesta história, eu tinha apresentado sozinho um trabalho sobre etnocentrismo na faculdade. Foi exatamente o tema que caiu para mim”, conta Richarlyson. “Depois, quando aconteceu toda esta polêmica, achei que, como cidadão, eu precisava levantar esta bandeira contra todos os preconceitos, sejam eles contra o homossexualismo, contra alguns credos ou racial”, completou.
Segundo Richarlyson, que cursa Educação Física na Unip, sua intenção “é ir até o final” nas ações movidas na Justiça para que este tipo de preconceito acabe no futebol e na sociedade. Desde que a polêmica estourou no mês passado, o volante sofreu bastante, teve de se mudar para o CT do São Paulo, mas, em compensação, recebeu apoio até de alguns colegas de outros times. “Ninguém tem me provocado. O Dinelson, o Everton Santos, o Paulo Isidoro, muitos jogadores vieram falar para eu não abaixar a cabeça”, revelou.
Se os adversários entenderam, o mesmo não pode se dizer sobre o juiz da 9ª Vara Criminal de São Paulo. O texto de Manoel Maximiano Junqueira Filho utilizado na arquivação do processo continha termos surpreendentes, considerados homofóbicos pelas principais lideranças ligadas aos Direitos Humanos. O CNJ vai avaliar a questão detalhadamente assim que possível.
Homenagem
Apesar de ter subido de rendimento em campo desde que a polêmica surgiu, Richarlyson disse ter se apoiado muito em Deus e na família. Ele chegou até a se emocionar ao falar sobre o assunto. “Meu pai, minha mãe e meu irmão me ajudaram muito. O meu pai é o melhor pai do mundo. Contra o América, eu acabei esquecendo. Queria ter comemorado o meu gol como ele fazia: com uma careta. Vamos ver se até o dia dos pais eu consigo marcar outro”, disse.
Lela, pai de Richarlyson, foi um jogador de sucesso e conquistou, por exemplo, o Campeonato Brasileiro de 1985 pelo Coritiba. O irmão de Richarlyson também está no futebol. Alecsandro acaba de retornar ao Cruzeiro após temporada no Sporting, de Portugal.
“Um pouco antes de me colocarem como bode expiatório nesta história, eu tinha apresentado sozinho um trabalho sobre etnocentrismo na faculdade. Foi exatamente o tema que caiu para mim”, conta Richarlyson. “Depois, quando aconteceu toda esta polêmica, achei que, como cidadão, eu precisava levantar esta bandeira contra todos os preconceitos, sejam eles contra o homossexualismo, contra alguns credos ou racial”, completou.
Segundo Richarlyson, que cursa Educação Física na Unip, sua intenção “é ir até o final” nas ações movidas na Justiça para que este tipo de preconceito acabe no futebol e na sociedade. Desde que a polêmica estourou no mês passado, o volante sofreu bastante, teve de se mudar para o CT do São Paulo, mas, em compensação, recebeu apoio até de alguns colegas de outros times. “Ninguém tem me provocado. O Dinelson, o Everton Santos, o Paulo Isidoro, muitos jogadores vieram falar para eu não abaixar a cabeça”, revelou.
Se os adversários entenderam, o mesmo não pode se dizer sobre o juiz da 9ª Vara Criminal de São Paulo. O texto de Manoel Maximiano Junqueira Filho utilizado na arquivação do processo continha termos surpreendentes, considerados homofóbicos pelas principais lideranças ligadas aos Direitos Humanos. O CNJ vai avaliar a questão detalhadamente assim que possível.
Homenagem
Apesar de ter subido de rendimento em campo desde que a polêmica surgiu, Richarlyson disse ter se apoiado muito em Deus e na família. Ele chegou até a se emocionar ao falar sobre o assunto. “Meu pai, minha mãe e meu irmão me ajudaram muito. O meu pai é o melhor pai do mundo. Contra o América, eu acabei esquecendo. Queria ter comemorado o meu gol como ele fazia: com uma careta. Vamos ver se até o dia dos pais eu consigo marcar outro”, disse.
Lela, pai de Richarlyson, foi um jogador de sucesso e conquistou, por exemplo, o Campeonato Brasileiro de 1985 pelo Coritiba. O irmão de Richarlyson também está no futebol. Alecsandro acaba de retornar ao Cruzeiro após temporada no Sporting, de Portugal.