Em seu último dia no Brasil, o atacante Ricardo Oliveira passou pelo CCT da Barra Funda para despedir-se dos companheiros são-paulinos. Com os olhos marejados, ele agradeceu o apoio do clube na recuperação da cirurgia sofrida no joelho, disse que gostaria de voltar um dia e explicou a sua situação com o Betis.
Oliveira viaja na tarde de amanhã para a Espanha. Na segunda-feira (21/8), ele já estará em Sevilha, onde terá uma reunião com a direção do Betis e decidirá o seu futuro. O time espanhol rejeitou a prorrogação do empréstimo para o jogador atuar na decisão da Libertadores e exigiu a sua reapresentação no último sábado. No entanto, Oliveira continuou no Brasil esperando que o São Paulo conseguisse a liberação.
A sua opção de não se apresentar na data estipulada pelo Betis, inclusive, gerou especulações de que o jogador seria vendido ao Fenerbahce da Turquia, negociação que ele desconhece. “Estou indo para saber o que está acontecendo. Dizem muita coisa sobre o Fenerbahce, mas eu não sei de nada. Preciso saber o que está acontecendo”, avisou o atacante, que não pôde participar da partida decisiva.
Em relação à atitude da torcida do Betis, que pichou os muros do clube o acusando de mercenário, Oliveira preferiu não polemizar. “Torcida é assim mesmo. Por não ter um conhecimento profundo da situação eles agem com o coração. Eu não sou daqueles que se escondem, então vou chegar lá e explicar porque não me apresentei”, completou.
Sobre a sua despedida do São Paulo, Oliveira foi sincero e contou que não segurou as lágrimas ao dizer adeus. “Não tem como não se emocionar. Somos homens e chorei quando abracei todo mundo. A sensação é como entrar no Morumbi lotado com todo mundo gritando seu nome”, comparou.
Por tudo isso, o atacante planeja um dia voltar a defender a camisa são-paulina, mas avisa que pode acontecer de ele jogar por outro clube brasileiro no futuro. “Posso até jogar em outro clube do Brasil porque seu profissional, mas gostaria de voltar ao São Paulo”, resumiu.