Ricardo Oliveira apenas lamentou a situação, mas evitou criticar a direção do Betis, que detém seus direitos federativos. “Está tudo bem. Lamento não jogar, mas está tranqüilo. Tudo bem”, disse.
A participação do atacante foi proibida pelo clube espanhol, que optou por não renovar o empréstimo vencido em 10 de agosto. Segundo declarações do presidente do Betis, o São Paulo não deu garantias que o atleta não seria punido pela Fifa e pela Conmebol, que exigem um contrato de, pelo menos, três meses entre jogador e clube.
A intenção são-paulina seria assinar o acordo por mais três meses e rescindí-lo logo após a decisão da Libertadores, mas o Betis esperava uma posição que não seria punido, o que jamais chegou ao clube espanhol, segundo Pepe Leon.
Após a primeira partida da final da Libertadores, o técnico Muricy Ramalho assegurou que Ricardo Oliveira estaria na decisão. Na última segunda-feira, a CBF reconheceu a prorrogação do contrato do atacante até 17 de agosto, mas o Betis tratou o assunto como uma piada e vetou a participação do jogador.
Assim, o camisa 12 não viajou para Porto Alegre e permaneceu em São Paulo. Ele aguardava a notícia da liberação, que não veio. Agora, o jogador já prepara o retorno para a Espanha, onde cumprirá o contrato por mais cinco anos. “Volto no sábado para Sevilha e me apresento ao Betis”, comentou.
Desta forma, o Tricolor tem a segunda baixa na decisão no Beira-Rio. Além de Ricardo Oliveira, o time não terá o zagueiro André Dias, que segue em imbróglio judicial com o Goiás, hoje detentor de seus direitos federativos.
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