Antes mesmo de ser apresentado oficialmente, Wellington já treinava no Corinthians. A diretoria trouxe o jogador a São Paulo na terça-feira, fez exames na quarta-feira, agilizou sua documentação e o colocou para correr na quinta-feira. Após o primeiro coletivo, o jogador fará sua estréia na lateral esquerda do Timão, na partida deste sábado, contra o Ituano, às 18h10, no Pacaembu.
No Rio Grande do Sul, os torcedores do Grêmio não conseguem entender porque o Corinthians está com tanta pressa para colocar o jogador em campo. “No começo (em Porto Alegre), eu era mais ofensivo. As críticas a meu respeito surgiram depois que Mano (Menezes) mudou o esquema tático porque eu precisei defender e mudar a minha forma de jogar”, justifica o jogador de 21 anos, que se considera moderno o suficiente para atuar na ala e na lateral.
Além das críticas da torcida, uma contusão dificultou as coisas para Wellington, que perdeu a posição para Bruno Teles. “Escalar um jogador que acaba de chegar é melhor do que improvisar alguém na posição”, disse Leão, que não conta com nenhum outro lateral-esquerdo no elenco.
Depois das atividades desta sexta-feira, o treinador corintiano foi perguntado se gostou mais do apoio, da marcação ou dos cruzamentos de Wellington. “Se ele fizesse isso tudo, o Grêmio não o teria liberado”, ironizou Leão, antes de elogiar o novo contratado. “No Sul, ele perdeu a posição, mas não perdeu o mérito. Não é porque ele não deu certo lá que não pode dar certo aqui”, completou o técnico.
Leão só foi econômico no momento de explicar por que o Corinthians não aceitou pagar R$ 300 mil pelo empréstimo de Triguinho, do São Caetano, mas concordou em dar quase o mesmo valor pelo novo contratado. “A diferença foi que o outro era 100 paus mais caro”, disse o treinador.
Caso Wellington agrade no Parque São Jorge, seus direitos federativos já estão com os valores estipulados em US$ 1 milhão.