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Futebol

Represálias contra Dagoberto e Aloísio? Petraglia despista

Arquivo Geral

27/11/2007 0h00

Os atacantes Dagoberto e Aloísio já deixaram claro: não querem disputar neste domingo a partida final do São Paulo no Campeonato Brasileiro. Os jogadores temem sofrer hostilidades na Arena da Baixada no confronto diante do Atlético-PR, já que deixaram a equipe de Curitiba de uma forma polêmica.

Questionado sobre a possibilidade de problemas com os jogadores do São Paulo no jogo de domingo, o polêmico presidente do Conselho Deliberativo do Furacão, Mário Celso Petraglia, evitou o assunto. “Não quero falar sobre isso”, respondeu de forma seca o dirigente, em entrevista por telefone na tarde desta terça-feira.

Durante a temporada 2006, Aloísio necessitou até da Justiça para valer a vontade de permanecer no São Paulo. Já Dagoberto reclamou do tratamento sofrido no Atlético-PR e pagou neste ano sua multa rescisória para reforçar o clube do Morumbi, fato que irritou ainda mais os dirigentes do Furacão.

Em 2005, depois de ganhar a Libertadores diante do Atlético-PR, o São Paulo viveu problemas na Arena da Baixada. O médico do Tricolor, José Sanchez, reclamou de ofensas desferidas por Mário Celso Petraglia.

Ainda por cima, o jogo foi marcado por outro lance polêmico. O zagueiro Alex, do São Paulo, acabou expulso de campo após cometer uma falta no meia Fabrício, do Atlético-PR. Substituído imediatamente, o jogador do time de Curitiba deixou o gramado com uma lesão grave de joelho.

Depois do empate contra o Botafogo, o técnico Muricy Ramalho admitiu o pedido de Dagoberto e Aloísio para ficarem de fora do jogo contra o Atlético-PR. Contudo, o São Paulo perdeu três atletas suspensos para a última rodada – o zagueiro André Dias, o volante Hernanes e o meia Souza – e, como está com o elenco reduzido, pode ser obrigado a levar seus atacantes, pelo menos, para o banco de reservas.

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