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Futebol

Renda líquida na despedida de Kaká do São Paulo foi negativa

Arquivo Geral

24/07/2014 12h10

 Foto:Site Oficial / saopaulofc.netA esperança do Orlando City ao exigir ser sua a arrecadação da primeira partida de Kaká no Morumbi, em seu retorno ao São Paulo, é de que a torcida compareça em bom número ao local em 2 de agosto, contra o Criciúma. Na última atuação do meia com a camisa tricolor, porém, a renda líquida foi negativa.

O jogo foi em 9 de agosto de 2003. Apenas 4.421 pagantes assistiram à vitória por 3 a 1 sobre o Juventude (gols de Carlos Alberto e Diego Tardelli, duas vezes). O público gerou renda bruta de R$ 148.214,00, mas as despesas resultaram em prejuízo de R$ 3.196,75.

A situação, é verdade, é diferente. Naquela ocasião, Kaká não atrairia público, pois não repetia o bom desempenho anterior a uma proposta do Milan e era alvo de críticas da torcida. Uma semana antes de ser aplaudido ao sair de campo no segundo tempo jogo contra o Juventude, o meia havia sido duramente hostilizado na derrota em casa para o Internacional, por 2 a 0.

“Não perdi sozinho. Tem outros jogadores no time”, rebateu, na época, negando que o interesse do time italiano – para o qual viria mais tarde, de fato, a se transferir por US$ 8,5 milhões – o estivesse atrapalhando. “Muitos podem pensar isso, mas não estou com a cabeça no Milan e em lugar nenhum”, falou, depois da penúltima partida pelo clube.

Onze anos depois, Kaká está de volta ao São Paulo. Após brilhar no Milan, onde foi eleito o melhor jogador do mundo na temporada de 2007, passar pelo Real Madrid e retornar à equipe italiano, o meio-campista foi negociado com o Orlando City e emprestado ao São Paulo – na condição de ídolo – até dezembro. Uma das cláusulas do contrato estabelece que o clube brasileiro repasse a renda líquida da estreia do reforço no Morumbi.

Orlando City espera bom senso do São Paulo no preço do ingresso

Segundo o brasileiro Flávio Augusto da Silva, presidente do clube americano, não haverá “qualquer intereferência” na determinação do valor dos ingressos. À Gazeta Esportiva, disse que “o acordo obedece o princípio do bom senso” e que “confia na seriedade” do São Paulo. A reportagem tentou contato com as diretoria financeira e de futebol do clube, sem sucesso.

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