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Futebol

Remar pelo futebol

Arquivo Geral

05/05/2013 10h00

A cena não é tão rara quanto o futebol de qualidade na maior ilha da Polinésia Francesa. Ao apoiar um de seus joelhos no chão e simular duas remadas sobre o gramado de futebol, o atacante Marama Vahirua  desperta um sentimento único em milhares de taitianos que têm nele a única referência no futebol profissional. Emprestado ao Panathinaikos, da Grécia, o jogador atravessou o oceano para brilhar nos campos europeus, mas não abandonou a origem de seu país natal.

 

Com aproximadamente 280 mil habitantes, o Tahiti tem como esporte principal é a Va’a, uma espécie de canoagem, que se tornou símbolo das comemorações de Vahirua  – de acordo com o site da Fifa, ele repetiu o gesto 91 vezes em 14 temporadas na elite do futebol francês, pelo Nantes, desde 1998. 

 

Mesmo que o mar seja o ambiente mais popular na ilha, o gramado tem conquistado um agradável espaço. Desde 2009, quando classificou-se para o Mundial sub-20, o país emerge no cenário futebolístico e terá seu grande momento no dia 20 de junho, quando encara a poderosa Espanha, em pleno Estádio do Maracanã, pela Copa das Confederações – antes, porém, estreia diante da Nigéria, em 17 de junho, no Mineirão.

 

Embora passe por sua melhor fase no futebol, o Tahiti chega ao Brasil com objetivo único: não ser goleado em todas as partidas e, se puder, fazer um gol. A seleção é composta por jogadores que atuam em divisões amadoras do próprio país – a exceção é exatamente Marama Vahirua, que joga na Grécia. A base é formada por atletas dos times AS Tefana ou AS Dragon.

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