Presente em 51 das 60 partidas do Palmeiras na última temporada, ora atuando como volante, ora como lateral-direito, o polivalente Wendel espera utilizar a regularidade, seu ponto forte, para continuar entre os titulares da equipe com Wanderley Luxemburgo, novo comandante alviverde.
“É um dado importante sim, pois, se fui o jogador que mais atuou no último ano é porque faço tudo o que o treinador pede. Vou procurar seguir as orientações do Luxemburgo o melhor possível para continuar tendo chances”, avisou.
O dilema de atuar no meio-campo, sua posição de origem, ou na lateral direita, função na qual terminou o Campeonato Brasileiro, não está tirando o sono de Wendel. Para o jogador, o que o chefe decidir, está decidido. “Isso vai ficar nas mãos do Luxemburgo. Ele é que vai saber onde poderá me utilizar melhor, mas, como terminei o ano na lateral, acho que começarei por ali também”, apostou.
A possibilidade de ter nomes de peso como concorrentes em 2008, como Élder Granja, lateral que deixou o Internacional, e Rodrigo Souto, volante que ainda não acertou sua permanência no Santos, também não preocupa o jovem valor do Verdão.
“A chegada de novos jogadores não preocupa e é sempre bom para o clube. O Paulo Sérgio veio durante o Brasileiro e eu continuei jogando. Isso faz parte do futebol e a competição por posições sempre vai existir”, minimizou.
Perfil campeão
Disposto a ficar de bem com o novo comandante, Wendel não poupou elogios quando questionado sobre as principais virtudes de Wanderley Luxemburgo. Apesar de enaltecer o trabalho de Caio Júnior, seu antecessor, o curinga verde mostrou sintonia com o pensamento do atual treinador do Palmeiras.
“O Caio Júnior era mais tranqüilo, mais passivo, mas também um grande treinador. O Luxemburgo tem comando forte, mais nome, importante para quem busca títulos. Ele tem perfil de campeão”, concluiu.