Capitão da equipe e homem de confiança do técnico Vágner Benazzi na Portuguesa, o volante Marcos Paulo vai ter um desafio duplo na noite desta quarta-feira, quando a Rubro-verde enfrenta o Cruzeiro pela partida de ida da segunda fase da Copa do Brasil, no Canindé.
Isso porque o jogador foi revelado pela Raposa e passou cinco anos na equipe principal, chegando inclusive a ser titular no título de 2000 da Copa do Brasil. Apesar da ligação com os celestes, Marcos Paulo garante que está tranqüilo para o confronto.
“Para mim é normal. É apenas mais um jogo importante para a gente. O Cruzeiro é perigoso, tem jogadores de qualidade, uma comissão técnica de respeito”, assegurou Marcos Paulo. Além do histórico na Toca da Raposa, o volante é cunhado do rival Ricardinho, capitão do Cruzeiro.
“Realmente, formamos uma família bonita. Conversamos praticamente todos os dias e esta semana não foi diferente”, destacou Ricardinho, do outro lado do confronto, emocionado com a oportunidade de reencontrar o amigo. “É uma sensação que jamais tive. O que torço é para que o Marcos Paulo faça uma bela partida, mas que a vitória seja nossa”, brincou.
A amizade entre a dupla é antiga e vem antes mesmo dos tempos de Cruzeiro. O pai de Ricardinho mantinha um time de futebol amador, que aproximou os dois, ainda crianças. Na Toca, a trajetória foi idêntica. A dupla chegou para fazer testes e acabou aprovada. Acabaram promovidos aos profissionais juntos, três anos depois, e desde então cada um seguiu seu caminho.
Marcos garante que não comentou sobre a partida com o cunhado, mas antecipou a Benazzi algumas dicas do adversário, de quem é profundo conhecedor. “Apesar de eles estarem vindo de uma derrota (para o Ipatinga, no Campeonato Mineiro), vai ser difícil. Vamos precisar de muita pegada, muita marcação, errar o menos possível. Na Copa do Brasil o Cruzeiro é muito forte”, disse.
A quase surpresa pregada pelo Veranópolis, que segurou até o final a disputa pela classificação, também serve de inspiração para o capitão lusitano. “Eles impuseram o estilo gaúcho, de muita marcação, e temos que repetir isso. Marcar bem os jogadores que achamos que podem criar alguma coisa, complicar para a gente. Não pode deixar espaço”, concluiu.