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Futebol

Receita perfeita no tricolor

Arquivo Geral

26/04/2013 9h45

Em meio à calmaria do campo, o ar livre, entre cavalos e outros animais da fazenda onde treina o Ceilandense, o técnico Luciano Reis exige de seus comandados com certa irreverência. “Vamos, gente! Parece que vocês estão dançando música baiana! Para trás, para trás… Tem que tocar essa bola para frente”, explicava, arrancando risos de alguns jogadores.

 

As brincadeiras e o clima agradável nos treinos é reflexo do bom trabalho do time. “Primeiro temos que cobrar e depois a gente tenta quebrar um pouco. Mas aqui, são noventa minutos de trabalho intenso”, garantiu.

 

Sucesso

A metodologia vem dando certo. O Ceilandense foi o primeiro clube do Grupo B a se classificar para semifinal do segundo turno do Candangão, e surge como uma surpresa, desbancando no momento  equipes como o Gama, maior vencedor do torneio na história, e o Brasília, campeão do primeiro turno dessa edição. “No início do campeonato tivemos somente 12 dias para montar tudo. Seria praticamente impossível conquistar algo. Agora conseguimos fazer um trabalho”, justificou o comandante.

 

Oriundo da Bahia, Luciano Reis faz seu primeiro trabalho no Candangão. “Quando cheguei, só conhecia dois jogadores de fato. Fomos fazendo testes, trouxe jogadores para analisar, montar o time. É assim que  gosto de trabalhar”.

 

Novinhos, mas bem ousados

O Ceilandense conta com jovens jogadores de uma média de idade de 22 anos. “Fizemos aposta na juventude. Atletas como o volante Yan, o goleiro Edson têm grande futuro pela frente. E é isso que falo com esses garotos. Jogar bem atrai a visibilidade para eles”, comentou o treinador.

 

Com 21 anos e 1,98m, o goleiro Edson é apontado como uma das revelações do time. Mas o jovem dispensa o fato da idade ser vista como imaturidade dentro de campo. “Nós chegamos e provamos que mesmo sendo uma equipe jovem, sabemos jogar bola”, afirmou.

 

Hora da verdade

Contra o Brasiliense, amanhã, chega a hora de provar que os jovens jogadores do Ceilandense não são os azarões da competição. Contra o melhor time do segundo turno, Edson acredita que o rótulo não é bem-vindo. “Não temos nada de azarões, trabalhamos sério nesse turno e vamos disputar de igual contra eles”, disse.

 

Mas caso o resultado positivo não venha, Luciano mantém orgulho de seus comandados.

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