Depois de fraturar a tíbia e a fíbula no jogo desta quarta-feira contra o Botafogo, em que o São Paulo ganhou por 2 x 0 e abriu cinco pontos de vantagem do rival, o equatoriano Reasco foi submetido a cirurgia nesta noite no Hospital do Coração, em São Paulo. Reasco já havia fraturado a fíbula em sua estréia no São Paulo, quando foi colocada uma placa no osso. Na cirurgia desta quinta-feira, porém, esta haste foi retirada e uma outra, maior, foi colocada. Para o doutor Marco Aurélio Cunha, diretor de futebol e médico do São Paulo, é difícil de saber exatamente quando o lateral-direito volta a atuar pelo Tricolor.
Estas recuperações são difíceis, porque tem o aspecto biológico. Em três meses ele estará clinicamente recuperado mas, para voltar a jogar, o tempo será de quatro a seis meses, dependendo da recuperação. Sendo o caso de uma segunda fratura, é ainda pior”, disse Marco Aurélio, que é da equipe do cirurgião de Reasco, Renê Abdalla, e participou da operação.
Apesar de tirar o jogador do resto do Campeonato Brasileiro, o dirigente Tricolor reforçou as palavras de Juvenal Juvêncio, presidente do clube, e afirmou que o clube não pensa em denunciar os jogadores do Botafogo na Justiça Desportiva. “Os tribunais são os responsáveis (por denunciar). Quando eles não o fazem, o São Paulo toma as devidas providências, como no caso do Miranda. Neste caso, o árbitro expulsou o Túlio (que chutou o rosto de Leandro). Então não não tem porquê”, declarou Marco Aurélio, relembrando a dura entrada que o camisa 5 do time do Morumbi recebeu de Edmundo no clássico contra o Palmeiras.