O Real Madrid é o grande favorito ao título do Mundial de Clubes da Fifa. Sem dúvida nenhuma tem o elenco mais caro e é o único dos participantes a já ter vencido o torneio, nas edições de 1960, 1998 e 2002. Trata-se da grande atração deste ano e para muitos, apenas uma grande zebra vai lhe tirar o quarto caneco.
Os merengues se garantiram na edição deste ano ao conquistarem a Liga dos Campeões da Europa. Após deixarem pelo caminho o poderoso Bayern de Munique, da Alemanha, com direito a uma goleada por 4 a 0, eles superaram o grande rival Atlético de Madrid na decisão, com um sonoro 4 a 1.
O técnico Carlo Ancelotti conseguiu dar consciência tática a um grupo que vinha pecando pelo estilo “atacar de qualquer maneira”. A defesa, que tem o lateral-esquerdo Marcelo, está longe de ser o setor mais famoso do time apesar disso. Os habilidosos volantes Toni Kross e Khedira ditam o ritmo de um quadrado mágico composto por Gareth Bale, James Rodríguez, que luta contra lesão na panturrilha direita e se jogar será apenas na decisão, Karim Benzema e Cristiano Ronaldo, melhor jogador do mundo na atualidade.
Time base: Iker Casillas, Daniel Carvajal, Sergio Ramos, Pepe e Marcelo; Toni Kross, Khedira, Gareth Bale e James Rodríguez (Isco); Cristiano Ronaldo e Karim Benzema
Técnico: Carlo Ancelotti
SAN LORENZO (ARGENTINA)
O San Lorenzo é uma das principais forças do futebol argentino, porém, apesar de grande destaque nacional, era motivo de piada dos rivais por jamais ter conquistado um título de Copa Libertadores. O jejum terminou esse ano, ao bater o Nacional do Paraguai na final. Antes, nas etapas anteriores, o time argentino derrotou gigantes do futebol brasileiro, como Botafogo, Grêmio e Cruzeiro.
O técnico Edgardo Bauza costuma dizer que tem um conjunto que joga por música e apostando em um futebol moderno. A zaga é sólida, com Mauro Cetto e o experiente colombiano Mario Yepes. Néstor Ortigoza e Leandro Romagnoli dão o talento a um meio-de-campo que tem a missão de municiar um ataque comandado pelo artilheiro Mauro Matos.
Time base: Sebastián Torrico, Julio Buffarini, Mauro Cetto, Mario Yepes e Emanuel Más; Juan Mercier, Héctor Villalba, Néstor Ortigoza e Leandro Romagnoli; Martin Cauteruccio e Mauro Matos
Técnico: Edgardo Bauza
CRUZ AZUL (MÉXICO)
O Cruz Azul vem conseguindo se consolidar como uma das principais forças da Liga dos Campeões da Concacaf, porém, não vinha tendo sorte em momentos decisivos. Entretanto, na edição deste ano o time conseguiu se impor contra o poderoso Toluca na final e ergueu o caneco. A equipe é comandada pelo técnico Luis Fernando Tena, que levou o México a conquistar a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, na Inglaterra.
Tena é justamente uma das principais esperanças do representante da Concacaf. Porém, sob seu domínio existe um time muito experiente, que conta com o goleiro Jesús Corona e com o habilidoso meia Marco Fabián.
Time base: Jesús Corona, Gerardo Flores, Rogelio Chávez, Emanuel Loeschbor e Julio Cesar Domínguez; Gerardo Torrado, Mauro Formica, Christian Giménez e Marco Fabián; Hernán Bernardello e Mariano Pavone
Técnico: Luis Fernando Tena
MOGHREB (MARROCOS)
O Moghreb entra pela primeira vez na disputa do Mundial de Clubes da Fifa e pode ser considerado uma força emergente do futebol do país. Atual bicampeão nacional, o time despontou para o sucesso há pouco tempo, mesmo tendo sido fundado apenas em 1922. Curiosamente, o Moghreb foi fundado por torcedores do Atlético de Madrid que moravam em Tetouan, no norte do Marrocos. O clube chegou a disputar, sem sucesso, o Campeonato Espanhol até a década de 50.
O técnico Aziz El Amri tem um time pautado na força do conjunto, pois tem poucas estrelas. A principal delas é o zagueiro da seleção Mohamed Abarhoun. O habilidoso meia Ahmed Jahouh é o cérebro do time que trabalha para o atacante Zouhair Naïm, artilheiro do último Campeonato Marroquino.
Time base: Mohamed El Yousfi, Youssef Bouchatta, Mohamed Abarhoun, Serigne Fall e Mehdi Khallati; Noussair El Maimouni, Mohammed Faouzi, Abdessamad Rafik e Ahmed Jahouh; El Mehdi Azim e Zouhair Naïm
Técnico: Aziz El Amri
ES SÉTIF (ARGÉLIA)
Fundado em 1958, o Es Sétif chegou ao Mundial por ter conquistado o título da Copa Africana de Clubes. O time da Argélia, que já tinha vencido essa taça em 1988, amargava um jejum continental e chegou desacreditado, principalmente por conta de uma difícil caminhada. Porém, ao eliminar grandes forças do futebol africano, como o Mazembe, algoz do Internacional na edição de 2010, e Vita Club, ambos da República do Congo, o campeão argelino mostrou força. O Vita foi o rival na decisão.
Considerado o time do petróleo, é um dos mais ricos da Argélia. O técnico Kheir Eddine Madoui tem como principal destaque de sua equipe El Heidi Belameiri, artilheiro da Copa Africana de Clubes.
Time base: Sofiane Khedaïria, Abdelghani Demmou, Mohamed Legraa, Farid Mellouli e Amine Megateli; Benjamin Ze Ondo, Toufik Zerara e Akram Djahnit; Abdelmalek Ziaya, El Heidi Belameiri e Sofiane Younes
Técnico: Kheir Eddine Madoui
WESTERN SYDNEY WANDERERS (AUSTRÁLIA)
O caçula deste Mundial de Clubes com toda a certeza é o Western Sydney Wanderers, da Austrália, campeão da Liga dos Campeões da Ásia. O clube foi fundado em 2012, mas teve um crescimento meteórico. Foi vice-campeão australiano nas duas últimas temporadas e viveu seu momento de maior glória ao superar o Al Hilal, da Arábia Saudita, na decisão do torneio continental.
O técnico Tony Popovic aposta na força de uma sólida defesa, capitaneada pelo zagueiro Brendan Hamill. Na frente, a ordem é tentar jogar a bola na área para as cabeçadas certeiras do matador Tomi Juric.
Time base: Ante Covic, Shannon Cole, Nikolai Topor-Stanley, Brendan Hamill e Antony Golec; Mateo Poljak, Iacopo La Rocca, Labinot Haliti e Vitor Saba; Mark Bridge e Tomi Juric
Técnico: Tony Popovic
AUCKLAND CITY (NOVA ZELÂNDIA)
O Auckland City é dos atuais participantes o que tem mais experiência no Mundial de Clubes da Fifa. Foram cinco participações, porém, com um histórico pouco animador. Por quatro vézes foi eliminado logo na estreia e a melhor participação foi um honroso quinto lugar em 2009. A equipe, praticamente amadora, como todo futebol da Nova Zelândia, tem um conjunto que pouco mudou nos últimos quatro anos.
É justamente esse entrosamento que se tornou a principal aposta do técnico Ramon Tribulietx. As estrelas são poucas. O líder do elenco é o experiente zagueiro Ivan Vicelich, um xerife de 38 anos e recordista de jogos com a camisa da seleção da Nova Zelândia. O mais habilidoso é o meia John Irving, que já defendeu o Everton, da Inglaterra.
Time base: Tamati Williams, Simon Arms, Ivan Vicelich, Ángel Berlanga e Mario Billen; Marko Dordevic, Tim Payne, Cameron Lindsay e John Irving; João Moreira e Emiliano Tade
Técnico: Ramon Tribulietx