Na noite desta quinta-feira, o atacante Rafael Moura declarou que estaria disposto a reduzir a pedida salarial, para poder jogar no Cruzeiro. Segundo o atleta, um pedido especial seria feito aos detentores dos seus direitos, para que a pedida inicial fosse revista, e as negociações com o Cruzeiro reabertas.
O principal problema seria que o Locarno, clube suíço detentor de 40% dos direitos econômicos do jogador, e um grupo de empresário que detêm outros 40%, não aceitam emprestar o atleta, e só admitem uma venda. O atacante afirma que irá conversar com os empresários para facilitar a transação.
“Muita gente está especulando valores, mas a parte do jogador é super fácil de ser resolvida, inclusive eu tenho pessoas ligadas ao Cruzeiro que podem facilitar isso. É claro que tem a questão do merecimento, hoje eu sou um jogador realmente valorizado, mas eu tenho certeza que o Cruzeiro tem condições de pagar. A dificuldade mesmo fica por parte da empresa, mas a pedido meu, pode ser criada uma situação que facilitaria essa negociação”, declarou Rafael Moura em entrevista à Rádio Itatiaia.
O atacante, que está na capital mineira, revela ainda desejo de disputar a Libertadores. “Eu tenho vontade de permanecer em Belo Horizonte, tenho vontade de disputar uma Libertadores, principalmente por um clube organizado como é o Cruzeiro”, afirma.
A vontade do jogador pode não ser suficiente para que ele venha jogar no time celeste. Isso porque o diretor de futebol da Raposa, Dimas Fonseca, declarou em entrevista à TV Alterosa, afiliada do SBT em Belo Horizonte, que considera a negociação encerrada com o jogador.
“Ele apresentou uma proposta que nós entendemos como muito alta: quase R$ 8 milhões pelos direitos econômicos do Rafael Moura, e uma proposta salarial em média de R$ 250 mil mensais por um contrato de três anos. Isso não só está fora da realidade do Cruzeiro, mas do futebol mineiro. E ficou inviável essa contratação”, declarou Dimas.