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Futebol

Quinteto de lendas fica para trás após tetra do argentino

Arquivo Geral

08/01/2013 8h42

Da Redação

torcida@jornaldebrasilia.com.br

 

 

A discussão é antiga, polêmica e quase sempre tende a soar como provocação. Mas, a cada dia que passa, o tímido argentino Lionel Messi se credencia a cravar seu nome entre os melhores jogadores da história. Fora os recordes constantemente batidos pelo baixinho, ontem ele deixou para trás algumas lendas do esporte bretão. 

 

Ao levar para casa a sua quarta bola dourada, símbolo de melhor jogador do planeta na temporada, Messi tornou-se único. Se o “tricampeonato” dos inesquecíveis Johan Cruyff, Van Basten, Michel Platini, Zinedine Zidane e Ronaldo (veja quadro) é algo para ser exaltado, o que dizer do tetra do argentino?

 

Aos 25 anos, Messi deixou lendas do futebol para trás e ainda tem tudo para abrir vantagem na dianteira. Graças a acertada decisão da revista France Football de estender o leque de “selecionáveis” a melhor do mundo, em 1995, o argentino contemporâneo tem o talento mágico reconhecido. 

 

Isso porque inicialmente o prêmio era atribuído apenas a jogadores que atuassem em campeonatos da Europa e que tivessem nacionalidade europeia. Em 1995, instituiu-se que qualquer atleta que atuasse no Velho Continente poderia ser escolhido – a partir de 2007, a revista francesa decidiu que o vencedor do prêmio pode ser um jogador que atue em qualquer parte do mundo. 

 

Unificação

Desde 2010, o Groupe Amaury, detentor da Revista France Football, e a Fifa decidiram fazer a unificação do Troféu. Antes disso, os confetes do cara do ano eram divididos entre o vencedor da Bola de Ouro – prêmio recebido pelos tricampeões do passado – e do Melhor do ano Fifa, escolhido pelo comitê formado pela entidade máxima do futebol. 

 

Falcão põe Pelé acima de “La Pulga”

Em número de troféus de melhor do mundo não há como competir. O quarto prêmio consecutivo erguido por Messi o deixa acima de qualquer um. Mas ainda que a hegemonia de bolas de ouro seja do argentino, muitos preferem deixá-lo um passo atrás de lendas como Pelé, Maradona, Zico e Cia. Concorrente de Neymar e Miroslav Stoch na eleição do gol mais bonito do ano, o colombiano Falcao Garcia fez questão de exaltar o reinado de Pelé.

 

Inspiração

Embora tenha se declarado fã do estilo do futebol de Messi, o atacante cravou: “Eu acho meio difícil falar isso (que Messi é o melhor de todos os tempos). Para mim, o Pelé ainda é o melhor. Ele serviu de inspiração para muitos jovens”, disse Falcao García, ainda no tapete vermelho no Kongresshauss, em Zurique, capital da Suíça, onde a premiação da Bola de Ouro foi entregue, na tarde de ontem.

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