Menu
Futebol

Queiroz busca ajuste à globalização e vê Brasil com identidade

Arquivo Geral

19/11/2008 0h00

< !--StartFragment -- >O êxodo de jogadores é visto como um problema no Brasil. Mas é considerado benefício ao futebol verde-amarelo e traz ainda mais dificuldades ao destino destes ‘imigrantes’. Esta é a análise do técnico de Portugal, Carlos Queiroz, que encontra obstáculos para convocar 22 jogadores em um campeonato nacional repleto de representantes do país pentacampeão do mundo.


Somente na primeira divisão portuguesa, sem contar os naturalizados, estão registrados 147 brasileiros, que representam 34% dos inscritos. Para se ter idéia, Portugal é a nação de 201 (46%) dos atletas participantes, e o terceiro país com mais representatividade na competição é a Argentina, que tem apenas 15 nomes.


“Em Portugal, isso traz problemas porque faltam oportunidades aos jogadores portugueses. Todas as seleções do mundo têm que se adaptar à globalização, e vimos que o Brasil perde muitos jogadores para todos os lugares do mundo”, aponta Queiroz, que vê os astros de sua seleção atuarem fora do país, como Cristiano Ronaldo, no inglês Manchester United, e Simão Sabrosa, no espanhol Atlético de Madri.


O treinador português, no entanto, é contra a idéia da Fifa em impor que cada equipe tenha ao menos seis jogadores nativos entre seus titulares. Para o comandante rubro-verde, a solução está na evolução das categorias de base no futebol europeu. “Essas oportunidades não têm que vir por decreto, mas por consciência e qualidade. É o que estamos fazendo”, garante.


E no discurso ‘pró-globalização’ do lusitano também se encaixam vantagens que o Brasil teria com seus ídolos longe da terra natal. O ex-auxiliar-técnico do Manchester United discorda com quem diz que a seleção canarinho perdeu sua identidade e crê que o time de Dunga só tem a ganhar com atletas que jogam no exterior.


“Vendo de fora, não sentimos falta de identidade na seleção brasileira. Nunca vi o jogador brasileiro perdendo sua performance, seu estilo de jogo que todos no mundo gostam. Com a globalização é natural que os jogadores brasileiros que jogam no estrangeiro aprendam outras formas de jogar, e acredito que o Brasil se beneficia muito por isso”, avalia.


Para provar sua tese, Queiroz utiliza a frase repetida em todo o mundo quando a equipe pentacampeã mundial é contestada: o Brasil é sempre o Brasil. “O Brasil é criticado, mas no final é sempre o Brasil que está lá. Espero que Portugal também esteja”, sorri o adversário de Dunga nesta quarta-feira, em amistoso que começa às 22 horas (de Brasília) no Bezerrão.


 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado